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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Proposta Pedagógica: Descolando as fitas


A proposta é
uma bolinha coberta com vários pedaços de fita crepe
e a criança precisa retirar as fitas uma por umaPara a realização dessa proposta precisamos de bolinhas de plástico; fita crepe; cesto ou caixa para colocar as fitas retiradas .

O foco não é simplesmente “tirar a fita da bolinha”. A intenção é oferecer uma situação em que a criança precise usar os dedos com precisão, coordenar seus movimentos, perceber como o material funciona e persistir diante de uma pequena dificuldade.  É uma proposta simples, barata e muito adequada para crianças a partir dos 2 anos.

A proposta atende ao Campo de Experiência da BNCC Corpo, gestos e movimentos. Também pode dialogar com Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações, principalmente quando as crianças exploram características dos materiais, como tamanho, quantidade, resistência e textura.

Pegue cada bolinha e cole vários pedaços de fita crepe ao redor dela. 

 

Entregue uma bolinha para cada criança e explique. 

A criança deverá procurar a pontinha da fita, segurá-la com os dedos e puxar para retirar

A cada fita retirada, incentive:  “Você conseguiu!” “Olha, mais uma fita!” “Vamos procurar outra?”

A atividade parece simples, mas é muito rica para as crianças: coordenação motora fina; movimento de pinça; força e controle dos dedos; coordenação olho-mão; concentração; atenção; percepção tátil; persistência; autonomia; resolução de pequenos desafios.

Para deixar ainda mais interessante pode  ser colocadas fitas de diferentes comprimentos na mesma bolinha, e conforme forem retirando colam em uma folha e depois possam explorar. 
“Qual fita ficou maior?” “Qual ficou pequenininha?”
Para as queridas profs da Rede Municipal de Campo Grande /MS que me acompanham seguem as informações de acordo com nosso referencial. 


SABERES E CONHECIMENTOS - Brincadeiras de exploração das possibilidades e controles motores: diferentes formas de deslocamento e de orientação corporal; força, equilíbrio, resistência, flexibilidade, destreza e postura corporal.

 

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

(CG.EI02CG05.s) Desenvolver, progressivamente, as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. 


Se você não faz parte dessa equipe de professores de Campo Grande/MS mas gostaria de conhecer nosso referencial municipal, clique no link abaixo e conheça o material.


Espero que aproveitem as dicas.


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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Disciplina na Educação Infantil: ensinar limites também é educar

Quando falamos em disciplina na Educação Infantil, é comum surgir uma dúvida: como estabelecer limites sem transformar a sala de aula em um espaço cheio de “não pode”?

A resposta está em compreender que disciplina não significa controlar a criança o tempo todo.

Disciplina é ensinar a criança a conviver, fazer escolhas, respeitar o outro e compreender que suas atitudes têm consequências.


E isso não acontece de um dia para o outro. A criança pequena ainda está aprendendo a esperar, dividir, ouvir, negociar, lidar com a frustração e expressar aquilo que sente. Por isso, o papel do professor não é simplesmente exigir comportamento adequado. É ensinar a criança, pouco a pouco, como esse comportamento é construído.

Afinal, o que significa disciplina na Educação Infantil?

Disciplina na infância tem muito mais relação com orientação do que com punição. A criança precisa encontrar na escola adultos que sejam firmes, mas também acolhedores. Isso significa estabelecer combinados claros, manter uma rotina previsível, explicar os motivos das regras e ajudar a criança a compreender aquilo que aconteceu.

Por exemplo:  Em vez de dizer:  “Pare de bater!” Podemos dizer: “Eu não vou deixar você bater no seu colega. Quando estamos com raiva, podemos falar o que aconteceu ou pedir ajuda.”

A diferença parece pequena, mas pedagogicamente é enorme. Não estamos apenas interrompendo um comportamento. Estamos ensinando outra possibilidade de ação.

Criança precisa de limites?

A resposta é Sim. E precisa muito.

Limites ajudam a criança a compreender o que é permitido, o que não é e como podemos viver em grupo. Uma criança pequena não nasce sabendo:

• esperar sua vez
• guardar os brinquedos
• respeitar o espaço do colega
• ouvir quando outra pessoa fala
• lidar com um “não”
• controlar seus impulsos
• resolver conflitos
• cuidar dos materiais coletivos

Tudo isso também é aprendizagem. Por isso, esperar que a criança simplesmente “saiba se comportar” não é suficiente. Precisamos ensinar.

Disciplina não é castigo

Esse talvez seja um dos pontos mais importantes de se entender. Disciplina não precisa envolver gritos, humilhação, ameaças ou medo. A criança pode aprender limites sem deixar de se sentir acolhida. O professor pode ser firme e, ao mesmo tempo, afetivo.

Pode dizer: “Eu entendo que você ficou bravo. Mas não podemos machucar o colega.”

Acolher o sentimento não significa permitir qualquer comportamento. Essa diferença é fundamental.

Todos os sentimentos podem ser acolhidos. Nem todos os comportamentos podem ser permitidos.

Como trabalhar disciplina no dia a dia?

A disciplina pode ser construída em situações muito simples da rotina.

1. Crie combinados com as crianças

Em vez de apresentar uma lista enorme de regras, converse com a turma.

Pergunte: “O que precisamos fazer para que nossa sala seja um lugar bom para todos?”

Registre as ideias das crianças e transforme-as em poucos combinados, claros e possíveis de serem compreendidos.

2. Tenha uma rotina previsível

A criança se sente mais segura quando sabe o que vai acontecer. Uma rotina visual pode ajudar muito.

Ela pode mostrar: Chegada → roda → atividade → lanche → brincadeira → história → saída

A previsibilidade diminui a ansiedade e facilita a participação das crianças.

3. Explique o motivo dos limites

Não basta dizer “não pode”. Sempre que possível, explique.

“Não podemos correr dentro da sala porque alguém pode cair e se machucar.”

Assim, a criança começa a compreender que as regras possuem uma finalidade.

4. Seja coerente

Não adianta estabelecer um combinado hoje e ignorá-lo amanhã. A criança precisa perceber que os adultos mantêm aquilo que foi combinado. Isso não significa rigidez. Significa segurança e consistência.

5. Dê escolhas possíveis

Dar pequenas escolhas ajuda a desenvolver autonomia. Por exemplo: “Você quer guardar os lápis ou os livros?” A criança participa da organização e começa a perceber que também possui responsabilidades dentro daquele espaço.

6. Valorize os comportamentos positivos

Muitas vezes prestamos atenção na criança apenas quando ela apresenta um comportamento inadequado. Precisamos mudar isso. Percebeu uma criança esperando sua vez? “Eu vi que você esperou seu colega terminar. Isso foi muito cuidadoso.” Outra criança ajudou a guardar os brinquedos? “Você percebeu que seus amigos precisavam de ajuda e colaborou. Muito bem!” Reconhecer atitudes positivas ajuda a criança a perceber quais comportamentos favorecem a convivência.

E quando acontece um conflito?

Acontece. E vai acontecer muitas vezes. Crianças disputam brinquedos, se irritam, choram, empurram, gritam e têm dificuldade para resolver determinadas situações. O conflito também pode se transformar em oportunidade de aprendizagem. O professor pode ajudar a criança a responder perguntas como: O que aconteceu? Como você se sentiu? Como o colega se sentiu? O que podemos fazer agora?

Assim, pouco a pouco, a criança desenvolve recursos para lidar com situações difíceis.

O professor também ensina pelo exemplo

Não adianta falar sobre respeito e responder aos conflitos sempre com gritos.

A criança observa. Ela aprende com a maneira como o adulto conversa, espera, escuta, pede desculpas e resolve problemas. Por isso, a postura do professor também educa.

Disciplina começa muito antes de uma regra ser apresentada. Ela aparece na maneira como organizamos o ambiente, estabelecemos relações e conduzimos os conflitos.

Um cuidado importante

Disciplina na Educação Infantil não deve ser confundida com obediência cega.

Uma criança que fica quieta porque está com medo não necessariamente aprendeu a respeitar.

Ela apenas aprendeu a evitar uma consequência.

Nosso objetivo é muito maior.

Queremos ajudar a criança a desenvolver autonomia, responsabilidade, respeito, empatia e capacidade de conviver com outras pessoas.

Limite não é falta de amor. Limite também é cuidado.

E ensinar uma criança a respeitar regras, reconhecer seus sentimentos e considerar o outro é prepará-la não apenas para a escola, mas para a vida.

Educar crianças pequenas exige paciência, firmeza e muita intencionalidade. Nem todo comportamento inadequado precisa virar uma bronca. Às vezes, ele é justamente o momento em que a criança está nos mostrando: “Eu ainda não sei fazer isso sozinho. Você pode me ensinar?” E é aí que entra o nosso papel como professores. Educar também é ensinar a criança a conviver.

Quero saber como acontece aí na sua sala!

Na sua prática, os limites são apresentados apenas como regras que as crianças precisam seguir ou você também aproveita essas situações para ensinar, conversar, refletir e desenvolver a autonomia dos pequenos?

Cada turma traz desafios diferentes, e nós, professores, também aprendemos muito quando compartilhamos nossas experiências.

Conte aqui nos comentários como você trabalha os limites na Educação Infantil. Vamos trocar ideias, experiências e possibilidades. Afinal, essa conversa merece acontecer entre nós, professores! 

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

5 Atitudes pela Educação: um livro que todo professor deveria conhecer


Se você trabalha com educação e gosta de refletir sobre a prática pedagógica, o livro 5 Atitudes pela Educação: Orientações para Coordenadores Pedagógicos é uma leitura que vale a pena conhecer. 

O livro foi publicado pela Editora Moderna, em parceria com o Todos pela Educação, com apoio da Comunidade Educativa CEDAC. A obra reúne textos de Ana Maria Machado, Ricardo Azevedo, Ilan Brenman, Walcyr Carrasco e Pedro Bandeira.

A proposta é ajudar coordenadores pedagógicos e professores a refletirem sobre ações que podem fortalecer a aprendizagem e a relação entre escola, estudantes, famílias e comunidade.

O livro está organizado em torno de cinco atitudes:

📌 Valorizar os professores, a aprendizagem e o conhecimento.

📌 Promover habilidades importantes para a vida e para a escola.

📌 Colocar a educação escolar no dia a dia.

📌 Apoiar o projeto de vida e o protagonismo dos alunos.

📌 Ampliar o repertório cultural e esportivo das crianças e dos jovens.

💡 Uma leitura especialmente interessante para momentos de formação continuada, reuniões pedagógicas e reflexão sobre a prática docente.

É uma daquelas leituras que nos fazem parar um pouquinho e pensar: o que estamos fazendo, todos os dias, para fortalecer a educação?

A Editora Moderna disponibiliza uma versão digital do material,  
 clique na capa do livro e acesse o material.


 Espero que tenham gostado das dicas!!! 
 Até a próxima!!
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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Uma Imensa Admiração: quando a educação encontra o olhar de Ana Maria Machado


"Uma imensa admiração", de Ana Maria Machado, é uma crônica emocionante que exalta o valor dos professores, a importância da transmissão do conhecimento e a gratidão ao magistério. 

Voce encontra o texto para leitura no livro 5 Atitudes pela Educação: Orientações para Coordenadores Pedagógicos nas páginas 13 e 14.


    O texto traz uma homenagem sincera ao papel transformador do professor na vida de cada indivíduo, além de ser um chamado para reconhecimento, valorização e incentivo a profissão docente. Nos convida a refletir sobre a importância de reconhecer e valorizar as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas. 
    Com uma escrita sensível e envolvente, a autora mostra que admirar alguém vai muito além de elogiar: é perceber qualidades, aprender com exemplos e demonstrar gratidão.
    Ao longo da leitura, entendemos que a admiração pode nascer de gestos simples, da coragem, da generosidade ou da dedicação de alguém. Esse sentimento nos inspira a crescer, a buscar nossos próprios objetivos e a desenvolver valores como respeito, empatia e solidariedade.
    A mensagem do texto é atual e necessária. Em um mundo onde muitas vezes damos mais atenção às críticas do que às boas atitudes, reconhecer as pessoas que nos inspiram fortalece os laços humanos e incentiva ações positivas.
    Ler "Uma imensa admiração" é um convite para pensar: quem desperta nossa admiração? E, mais do que isso, que atitudes podemos cultivar para também nos tornarmos uma inspiração para os outros?
    Uma leitura delicada, reflexiva e cheia de significado, que nos lembra do poder transformador do reconhecimento e da gratidão.

Fiquem com Deus!!! 
Espero que tenham gostado!!! 
 Até a próxima!!
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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Como o Bullet Journal tem me ajudado a organizar minha vida

Entre a rotina de professora, mãe, dona de casa e criadora de conteúdo, eu precisava de um sistema simples que realmente funcionasse. Foi aí que o Bullet Journal entrou na minha vida, um método simples, flexível e totalmente personalizável. Desde que comecei a utilizá-lo, minha forma de organizar tarefas, acompanhar metas e administrar o tempo mudou significativamente.


Neste artigo, compartilho como essa ferramenta tem me ajudado no dia a dia e por que ela pode ser uma excelente opção para quem busca mais organização sem complicação.

O que é um Bullet Journal? 

O Bullet Journal, muitas vezes chamado apenas de BuJo, é um sistema de organização criado para reunir em um único lugar tarefas, compromissos, ideias, metas e anotações.  Diferentemente de uma agenda comum, ele não possui um formato fixo. Você cria as páginas conforme suas necessidades, tornando o método extremamente adaptável ao seu estilo de vida. Essa liberdade é justamente um dos maiores diferenciais do Bullet Journal.

Como organizo meu Bullet Journal

Planejamento Anual

Planejamento mensal - No início de cada mês, faço uma visão geral contendo: Datas importantes; Objetivos do mês; Contas para pagar; Eventos; Prioridades. Ter essa visão ampla ajuda bastante no planejamento.


Planejamento semanal - A cada semana, distribuo minhas atividades de acordo com os dias disponíveis. Costumo separar marcando com cores: Trabalho; Estudos; Exercícios físicos; Leitura; Compromissos pessoais. Assim consigo visualizar minha carga de atividades e evitar excessos.

Lista diária de tarefas - Todos os dias anoto apenas o que realmente pretendo realizar. Quando concluo uma atividade, marco como finalizada. Caso precise adiar alguma tarefa, ela é migrada para outro dia, evitando que seja esquecida.

Rastreador de hábitos - Uma das páginas que mais gosto é o acompanhamento de hábitos.Registro diariamente atividades como: Beber água; Ler; Exercitar-me; Dormir cedo; Estudar; Meditar. Ver meu progresso ao longo das semanas serve como incentivo para manter a consistência.

Após alguns meses utilizando o Bullet Journal, notei mudanças importantes.

Mais clareza - Ter todas as informações reunidas em um único lugar reduziu bastante a sensação de desorganização. Agora sei exatamente o que precisa ser feito.
Menos ansiedade - Antes eu ficava tentando lembrar de tudo. Hoje basta consultar meu Bullet Journal para visualizar compromissos e prioridades. Isso diminuiu aquela preocupação constante de esquecer alguma tarefa.
Mais produtividade - Ao listar poucas tarefas realmente importantes por dia, consigo manter o foco e finalizar mais atividades. Em vez de criar listas enormes, passei a definir prioridades.
Melhor acompanhamento das metas - Outra vantagem foi acompanhar objetivos de médio e longo prazo. Dividir metas maiores em pequenas etapas tornou o processo muito mais motivador.


O Bullet Journal precisa ser bonito? 
Essa é uma das dúvidas mais comuns. A resposta é não.

Muitas pessoas mostram Bullet Journals extremamente decorados nas redes sociais, mas isso não é uma regra. O objetivo principal é organizar a rotina. Se você gosta de desenhar e decorar páginas, ótimo. Caso contrário, um caderno simples com boa organização já cumpre perfeitamente sua função.

Dicas para quem deseja começar
Se você está pensando em criar seu primeiro Bullet Journal, algumas dicas podem ajudar:
  • Comece de forma simples;
  • Não tente copiar modelos muito elaborados;
  • Descubra quais páginas realmente são úteis para você;
  • Revise suas anotações diariamente;
  • Adapte o método sempre que necessário.
Lembre-se de que não existe um Bullet Journal "perfeito". Existe aquele que funciona para a sua rotina. 
Mas vale a pena usar um Bullet Journal? Na minha experiência, sim. 
O Bullet Journal trouxe mais organização, reduziu esquecimentos e tornou meu planejamento muito mais eficiente.  

Além disso, escrever as tarefas no papel ajuda a refletir sobre prioridades e acompanhar a evolução ao longo do tempo. Mesmo em uma época repleta de aplicativos, ainda considero essa uma das ferramentas mais práticas para organizar a vida de forma personalizada.

O Bullet Journal não mudou apenas a maneira como organizo minhas tarefas, mas também a forma como enxergo meu tempo. Aprendi que produtividade não significa fazer tudo ao mesmo tempo, e sim dedicar atenção ao que realmente importa.

Se você sente que sua rotina está desorganizada ou procura um método flexível de planejamento, vale a pena experimentar. Comece com um caderno simples, adapte o sistema às suas necessidades e observe como pequenos hábitos de organização podem fazer uma grande diferença no dia a dia.

Espero que aproveitem as dicas!!! 

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Quando a Professora também precisa aprender a cuidar de si

Escrevo este texto não apenas como professora, mas como mulher, mãe e alguém que precisou parar para olhar para a própria saúde emocional. Durante muito tempo, ignorei sinais importantes acreditando que tudo fazia parte da rotina. Afinal, qual professora nunca se sentiu cansada? O problema é quando o cansaço deixa de ser passageiro e se transforma em algo constante. 

Existe uma imagem que muitas vezes acompanha a profissão docente: a da professora que sempre dá conta de tudo. Aquela que planeja aulas, corrige atividades, participa de reuniões, acolhe alunos, conversa com famílias, organiza materiais e ainda encontra tempo para resolver todas as demandas da vida pessoal. Mas a realidade é diferente. Por trás do profissional dedicado existe uma pessoa com emoções, limitações, medos e necessidades.

Quando o corpo começa a falar

Muitas vezes a exaustão emocional não chega de repente. Ela aparece aos poucos. Primeiro vem o desânimo. Depois a sensação de estar sempre atrasada. As preocupações aumentam. As noites de sono deixam de ser tranquilas. A paciência diminui. E, sem perceber, passamos a viver apenas tentando sobreviver ao próximo dia.

Foi exatamente nesse momento que percebi que precisava mudar alguma coisa. Não porque fosse incapaz. Mas porque ninguém consegue continuar oferecendo o melhor de si quando está completamente esgotado.

A pressão que colocamos sobre nós mesmas

Nós, professoras, costumamos carregar uma cobrança muito grande. Queremos ser profissionais exemplares. Queremos que nossos alunos aprendam. Queremos atender às expectativas da escola. Queremos ser mães presentes. Queremos manter a casa organizada. Queremos estar disponíveis para todos. Mas raramente nos perguntamos: Quem está cuidando de mim?

A verdade é que não fomos feitas para funcionar o tempo todo. Assim como nossos alunos precisam de pausas para aprender, nós também precisamos de pausas para continuar ensinando.

O que tenho aprendido nesse processo

Ainda estou aprendendo. Mas algumas lições têm feito diferença na minha vida.

Respeitar meus limites - Nem todos os dias terão a mesma produtividade. E está tudo bem.

Entender que descanso não é perda de tempo - Descansar é uma forma de recuperar energia para continuar.

Organizar prioridades - Nem tudo precisa ser feito hoje. Nem tudo é urgente.

Buscar ajuda quando necessário - Conversar com profissionais, familiares e pessoas de confiança pode fazer toda a diferença.

Praticar o autocuidado sem culpa - Uma caminhada, um momento de oração, uma leitura ou simplesmente alguns minutos de silêncio podem ajudar mais do que imaginamos.

A importância da saúde mental para quem ensina

Professores impactam vidas todos os dias. Mas para continuar exercendo esse papel com qualidade, precisamos reconhecer que também somos humanos. Precisamos acolher nossas fragilidades. Precisamos respeitar nossos limites. 

Precisamos entender que pedir ajuda não diminui nossa força. Pelo contrário. Demonstra maturidade e responsabilidade consigo mesma.

Se você chegou até aqui sentindo que está sobrecarregada, quero deixar uma mensagem.

Você não precisa provar seu valor através do esgotamento. 

Seu valor não está na quantidade de tarefas concluídas. Seu valor está na pessoa que você é. 

Cuide da professora que existe dentro de você. Ela merece o mesmo carinho, atenção e acolhimento que oferece aos seus alunos todos os dias. 

Porque quem cuida de tantas vidas também precisa aprender a cuidar da própria. ❤️

Fiquem com Deus!!! 

 
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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Cantigas de roda: o aprendizado que vai muito além da música

Quem acha que cantiga de roda é só “brincadeirinha”, está perdendo uma das ferramentas mais ricas da educação infantil. Simples, acessíveis e cheias de significado, elas ensinam muito mais do que parecem.

E o melhor: a criança aprende sem nem perceber.


Por que as cantigas de roda são tão importantes?

As cantigas fazem parte da cultura popular e atravessam gerações. Aquela música que você cantava na infância… hoje ainda faz sentido na sala de aula.

Isso acontece porque elas trabalham o desenvolvimento da criança de forma completa.

Não é só cantar. É aprender brincando.

O que a criança aprende com cantigas de roda?

🎶 Musicalização - A criança começa a perceber sons, melodias e variações. Isso desenvolve sensibilidade musical desde cedo.


🗣️ Linguagem - As repetições ajudam na fala, ampliação do vocabulário e organização do pensamento. Criança que canta, se expressa melhor.


🕺 Ritmo e movimento - O corpo entra na brincadeira. A criança aprende a se movimentar no tempo da música, coordena melhor os gestos e ganha consciência corporal.


🤝 Socialização - Cantigas são coletivas. Tem troca, espera, respeito ao outro. Aqui a criança aprende a conviver de verdade.


🧠 Memória - Repetição + música = aprendizado que fica. A criança memoriza com facilidade e desenvolve atenção.

Muito além da música… 

As cantigas fortalecem vínculos. Entre as crianças. Entre criança e professor. Entre escola e cultura. É aquele momento em que todo mundo participa, se conecta e aprende junto. E isso, na educação infantil, vale ouro. 

Não é só colocar a música e pronto.  Participe junto, faça gestos, incentive as crianças a sugerirem cantigas, explore o corpo, o espaço e a interação. 

Quanto mais envolvimento, maior o aprendizado.

Se você ainda trata cantiga de roda como “tempo de preencher aula”, está deixando passar uma oportunidade enorme. Cantiga é estratégia. É desenvolvimento. É aprendizagem real. E mais importante: é infância acontecendo do jeito que tem que ser.


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