"Uma imensa admiração", de Ana Maria Machado, é uma crônica emocionante que exalta o valor dos professores, a importância da transmissão do conhecimento e a gratidão ao magistério.
Entre a rotina de professora, mãe, dona de casa e criadora de conteúdo, eu precisava de um sistema simples que realmente funcionasse. Foi aí que o Bullet Journal entrou na minha vida, um
método simples, flexível e totalmente personalizável. Desde
que comecei a utilizá-lo, minha forma de organizar tarefas,
acompanhar metas e administrar o tempo mudou significativamente.

Existe uma imagem que muitas vezes acompanha a profissão docente: a da professora que sempre dá conta de tudo. Aquela que planeja aulas, corrige atividades, participa de reuniões, acolhe alunos, conversa com famílias, organiza materiais e ainda encontra tempo para resolver todas as demandas da vida pessoal. Mas a realidade é diferente. Por trás do profissional dedicado existe uma pessoa com emoções, limitações, medos e necessidades.
Quando o corpo começa a falar
Muitas vezes a exaustão emocional não chega de repente. Ela aparece aos poucos. Primeiro vem o desânimo. Depois a sensação de estar sempre atrasada. As preocupações aumentam. As noites de sono deixam de ser tranquilas. A paciência diminui. E, sem perceber, passamos a viver apenas tentando sobreviver ao próximo dia.
Foi exatamente nesse momento que percebi que precisava mudar alguma coisa. Não porque fosse incapaz. Mas porque ninguém consegue continuar oferecendo o melhor de si quando está completamente esgotado.
Nós, professoras, costumamos carregar uma cobrança muito grande. Queremos ser profissionais exemplares. Queremos que nossos alunos aprendam. Queremos atender às expectativas da escola. Queremos ser mães presentes. Queremos manter a casa organizada. Queremos estar disponíveis para todos. Mas raramente nos perguntamos: Quem está cuidando de mim?
A verdade é que não fomos feitas para funcionar o tempo todo. Assim como nossos alunos precisam de pausas para aprender, nós também precisamos de pausas para continuar ensinando.
Ainda estou aprendendo. Mas algumas lições têm feito diferença na minha vida.
Respeitar meus limites - Nem todos os dias terão a mesma produtividade. E está tudo bem.
Entender que descanso não é perda de tempo - Descansar é uma forma de recuperar energia para continuar.
Organizar prioridades - Nem tudo precisa ser feito hoje. Nem tudo é urgente.
Buscar ajuda quando necessário - Conversar com profissionais, familiares e pessoas de confiança pode fazer toda a diferença.
Praticar o autocuidado sem culpa - Uma caminhada, um momento de oração, uma leitura ou simplesmente alguns minutos de silêncio podem ajudar mais do que imaginamos.
Professores impactam vidas todos os dias. Mas para continuar exercendo esse papel com qualidade, precisamos reconhecer que também somos humanos. Precisamos acolher nossas fragilidades. Precisamos respeitar nossos limites.
Precisamos entender que pedir ajuda não diminui nossa força. Pelo contrário. Demonstra maturidade e responsabilidade consigo mesma.
Você não precisa provar seu valor através do esgotamento.
Seu valor não está na quantidade de tarefas concluídas. Seu valor está na pessoa que você é.
Cuide da professora que existe dentro de você. Ela merece o mesmo carinho, atenção e acolhimento que oferece aos seus alunos todos os dias.
Porque quem cuida de tantas vidas também precisa aprender a cuidar da própria. ❤️
Quem acha que cantiga de roda é só “brincadeirinha”, está perdendo uma das ferramentas mais ricas da educação infantil. Simples, acessíveis e cheias de significado, elas ensinam muito mais do que parecem.
E o melhor: a criança aprende sem nem perceber.
As cantigas fazem parte da cultura popular e atravessam gerações. Aquela música que você cantava na infância… hoje ainda faz sentido na sala de aula.
Isso acontece porque elas trabalham o desenvolvimento da criança de forma completa.
Não é só cantar. É aprender brincando.
As cantigas fortalecem vínculos. Entre as crianças. Entre criança e professor. Entre escola e cultura. É aquele momento em que todo mundo participa, se conecta e aprende junto. E isso, na educação infantil, vale ouro.

Se você ainda trata cantiga de roda como “tempo de preencher aula”, está deixando passar uma oportunidade enorme. Cantiga é estratégia. É desenvolvimento. É aprendizagem real. E mais importante: é infância acontecendo do jeito que tem que ser.

Trabalhar com listas é uma das formas mais simples e eficientes de desenvolver a leitura e a escrita na Educação Infantil. E o melhor: sem complicar sua rotina. Mas tem um detalhe que muita gente ignora… Não é a lista em si que ensina, é o sentido que ela tem pra criança.
A criança aprende melhor quando entende o porquê do que está fazendo. Quando ela percebe que a escrita tem função, tudo muda: Se envolve mais; Participa com interesse; Começa a pensar sobre a escrita; Aprende de verdade. Não é mágica. É intencionalidade.
Você não precisa inventar nada mirabolante. Olha isso:
👉 Lista de chamada
👉 Lista de materiais
👉 Lista de combinados
👉 Lista de brincadeiras
👉 Lista de nomes da turma
Tudo isso já faz parte da rotina. A diferença está em como você usa.
Transformar lista em tarefa mecânica. Aquela coisa de: Copiar lista; Completar ficha; Atividade repetitiva. Isso não garante aprendizagem. A criança só executa… mas não entende.
Se você quer que funcione, faça assim:
✔ Construa a lista com as crianças
✔ Pergunte, escute e registre o que elas dizem
✔ Mostre a função da escrita
✔ Use situações reais do dia a dia
✔ Valorize as tentativas de escrita
Simples. E poderoso.
Quando a escrita faz sentido, a criança se envolve mais, pensa antes de escrever, participa com intenção, aprende de forma natural. E aí sim… a aprendizagem acontece de verdade.
É sobre dar sentido ao que você já faz todos os dias.
Comece com o que você já tem na sua rotina.
E observe a diferença.
Porque ideia boa não é pra guardar, é pra espalhar.

Na Educação Infantil, as datas comemorativas não devem ser tratadas apenas como momentos de festa, lembrancinhas ou atividades repetidas.
Elas podem, sim, se transformar em oportunidades reais de aprendizagem, vivência e construção de sentido para as crianças. Mais do que “comemorar por comemorar”, o importante é pensar no que aquela data pode ensinar. Cada proposta precisa ter intenção pedagógica, conexão com a realidade da criança e espaço para experiências significativas.
Ao trabalhar uma data comemorativa, o foco não deve estar só no produto final, mas no processo. Conversas, descobertas, brincadeiras, músicas, histórias, rodas de diálogo, produções artísticas e vivências práticas fazem muito mais sentido do que atividades prontas e sem contexto.
Também é essencial selecionar com cuidado quais datas serão abordadas. Nem toda data precisa entrar no planejamento. O ideal é escolher aquelas que contribuem para o desenvolvimento infantil e que ajudam a ampliar o olhar das crianças sobre o mundo, a cultura, os sentimentos, a convivência e os valores.
Na prática, isso significa sair do automático.
Em vez de apenas entregar um desenho para colorir no Dia do Índio, por exemplo, é preciso trabalhar identidade, diversidade, respeito aos povos originários e valorização cultural de forma adequada à faixa etária. Em vez de focar só em presentes no Dia das Mães ou dos Pais, vale pensar em propostas mais sensíveis e inclusivas, respeitando as diferentes realidades familiares.
Quando há intencionalidade, as datas comemorativas deixam de ser apenas eventos do calendário e passam a ser experiências educativas cheias de significado.
As datas comemorativas fazem parte do cotidiano escolar e, na educação infantil, podem se transformar em poderosas oportunidades de aprendizagem.
Mais do que celebrar, esses momentos permitem explorar valores, cultura, identidade e diversas áreas do conhecimento de forma lúdica e significativa.
Na infância, a aprendizagem acontece por meio de experiências concretas e envolventes. As datas comemorativas ajudam a:
O mais importante é ir além das atividades prontas e dar significado às propostas. Algumas estratégias incluem:
1. Projetos temáticos
Em vez de trabalhar apenas no dia específico, desenvolva atividades ao longo da semana, aprofundando o tema.
2. Aprendizagem lúdica
Brincadeiras, músicas, dramatizações e histórias tornam o aprendizado mais prazeroso e efetivo.
3. Integração das áreas do conhecimento
É fundamental evitar práticas mecânicas e sem sentido. Alguns pontos de atenção:
Espero que tenham gostado!!!
