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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Sugestões práticas para trabalhar com desenhos na educação infantil


Cada fase da infância pede estímulos diferentes, respeitando o desenvolvimento dos pequenos. 

O segredo é variar as texturas e os suportes (não precisa ser sempre papel e lápis!).

Aqui estão algumas sugestões práticas divididas por faixa etária:

1. Bebês e Bem Pequenos (1 a 3 anos)

Nessa fase, o foco é a exploração sensorial. Eles usam o corpo todo para desenhar.

  • Pintura com os dedos (caseira): Use iogurte natural com corante alimentício. É seguro se eles levarem à boca e a textura é incrível.

  • Giz de cera "ovo": Use gizes em formatos anatômicos (redondos/grossos) que facilitam a "pegada" de quem ainda não tem firmeza nos dedos.

  • Papelão gigante: Forre o chão com caixas de papelão abertas. Isso dá liberdade de movimento e evita que risquem o chão.

2. Crianças em Idade Pré-Escolar (3 a 5 anos)

Aqui eles começam a querer representar o mundo real (o famoso "boneco palito").

  • Desenho com elementos da natureza: Colete folhas secas, gravetos e pedrinhas. Peça para a criança completar o desenho a partir desses objetos (ex: uma folha vira o corpo de um passarinho).

  • Quadro de giz ou lousa mágica: O fato de poder apagar e refazer instantaneamente diminui o medo de "errar".

  • Desenho no espelho: Use canetas próprias para vidro (ou batom velho). Desenhar o próprio reflexo ajuda muito na autoconsciência corporal.

3. Crianças Maiores (6 anos ou mais)

A coordenação já é melhor e eles buscam mais detalhes e técnicas.

  • Desenho às cegas: Um exercício divertido onde eles devem desenhar um objeto (ou uma pessoa) sem tirar o lápis do papel e sem olhar para a folha. Gera risadas e treina a observação.

  • Criação de Quadrinhos: Ofereça folhas já divididas em quadros. Isso estimula a narrativa, o começo, meio e fim de uma história.

  • Aquarela e texturas: Introduza tintas que se misturam e use sal grosso sobre a tinta úmida para criar efeitos visuais diferentes.


Dica de Ouro: Monta na sua sala de aula o "Cantinho da Arte"

Se possível, deixe um espaço onde os materiais fiquem acessíveis 

(em uma altura que a criança alcance). 

Ter autonomia para decidir quando quer desenhar é um dos maiores incentivos que você pode dar.

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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Pintura soprada: plano de aula criativo para trabalhar arte e coordenação

PROPOSTA – PINTURA COM CANUDO
CAMPOS DE EXPERIENCIAS ARTICULADOS
( X ) O eu, o outro e o nós
(     ) Corpo, gestos e movimentos 
( X ) Traços, sons, cores e formas
(     ) Escuta, fala, escrita, pensamento e imaginação 
(     ) Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações 
(     ) Mundo social e natural - investigação, relação, transformação e preservação 

SABERES E CONHECIMENTOS 
• Desenvolvimento do respeito pelas produções artísticas pessoal e coletiva, além do cuidado com os materiais e o ambiente.
• Ampliação da capacidade de observação, da criatividade e do senso crítico, refinando o repertório cultural com vivências em diferentes manifestações artísticas e sociais 

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
• (CG.EI03EO05.s) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. 
• (CG.EI03TS02.s) Expressar-se livremente, por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. 

ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS RODA DE CONVERSA: 
Em roda de conversa explicar as crianças que faremos uma pintura diferente e apresentar os materiais que utilizaremos. 
Explicar que enquanto eles brincam nos cantinhos irá chamar aos poucos para realizar a pintura.
Entregar aos alunos a folha de registro.
Nela, serão pingadas diversas cores de tinta. Com o canudo, os alunos irão soprar até que toda a tinta se espalhe sobre a folha.
Ao término, colaremos olhos grandes na pintura formando um monstrinho 
Deixar as atividades expostas na sala e convidar as crianças a observarem suas pinturas e expressarem o que acham delas. 
Em seguida organizar a sala. 

RECURSOS DIDÁTICOS: papel sulfite, canudos, tinta guache cores diversas, olhos impressos, cola 

PAUTA DO OLHAR: Experimentação de marcas gráficas – Verificar como elas demonstram familiaridade com o material apresentado e habilidade para manuseá-lo enquanto fazem suas produções.

Realizei esta atividade com minha turma de GRUPO 5, olhem como ficaram lindos os monstrinhos.

                             

 













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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Exploração de tintas e texturas: sequência didática criativa para Educação Infantil

 Sequência Didática: Tintas e texturas.

Faixa etária: 0 a 3 anos.

Introdução:
 
Nos primeiros anos de vida, as crianças estão imersas no universo das imagens. Começam a ter experiências estéticas quando percebem que podem agir sobre papéis ou telas provocando mudanças e produzindo algo para ser visto. 
Oferecer diferentes materiais aos pequenos é uma maneira de ampliar a capacidade de expressão deles e o conhecimento que têm do mundo.

Conteúdos:
- Exploração e manipulação de materiais, como papéis de diferentes texturas, de meios como tintas, água, etc.
- Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais desenvolvendo todos os segmentos de coordenação.
- Cuidado com materiais e com os trabalhos e objetos produzidos individualmente e em grupo.

Tempo
 estimado: 30 minutos, uma ou duas vezes por semana.


Material necessário: Tinta guache, anilina comestível em pasta, cola, areia, fubá, sagu, maisena, papéis diversos como: cartolina, cartão, color set, camurça, craft, papelão, sulfite, lixa, pincéis de vários tamanhos, rolinho e esponja.

Desenvolvimento das atividades: 


Atividade 1: Trabalho com tinta guache
Prepare a tinta guache para ser usada pelas crianças (pois se esta ficar muito diluída escorre e o trabalho pode se perder), batendo no liquidificador 5 colheres de sopa da tinta escolhida com pouca água, guardando a mistura em garrafas plásticas. Pode-se oferecê-la em vasilhas de plástico grandes e baixas onde as várias cores fiquem à disposição ao mesmo tempo.
Prepare o espaço que pode ser o chão ou mesas forrando-os com plástico. Espalhe os papéis camurça, color set, craft, lixa, cartolina, etc. e diversos tipos de pincéis. Incentive a experimentação das texturas e cores fazendo com que a criança imprima sua marca nos papéis com os rolinhos, pincéis, esponja ou as mãos. Dê liberdade de movimentos aos pequenos. Uma variação possível desta atividade é a pintura da sola dos pés, para as crianças que já andam.

Outras variações com tinta guache:
- Guache com cola: para ser usada em papel cartão, embalagens, além dos papéis usuais.
- Guache com areia, fubá, sagu: para criar relevo e deve ser usado sobre papelão grosso ou papel grosso que suporte peso.

Atividade 2: Trabalho com anilina
Esta deve ser usada sempre diluída e como as crianças são pequenas use a comestível em pasta que não é tóxica.

Variações:
-anilina com água: dá um efeito opaco e deve ser usado em papéis porosos como: cartolina, camurça, sulfite,... Usar 1 colher rasa de café em 100ml de água.
-anilina com cola: quando seca deixa a tinta brilhante por causa da cola. Indicada para todo tipo de papel. Usar 1 colher rasa de café em 150 ml de cola.

Espalhe as tintas e os suportes nas mesas e peça para as crianças pintarem, explorando os efeitos da tinta sobre o papel, enquanto ouvem a música preferida da turma.

Atividade 3: Trabalho com tinta de maisena (finger)
Esta tinta deve ser usada sobre superfícies grossas como papelão ou papel cartão devido ao peso. Quando seca começa a quebrar e o trabalho fica cheio de rachaduras. Pode ser guardado em geladeira durante 3 semanas e para o trabalho ser arquivado deve-se utilizar pequenas quantidades de tinta pelo papel.

Variações:
-para um finger mais consistente, utilize 300g de maisena diluída em 2 litros de água. Levar ao fogo mexendo sempre até formar um mingau. Pode ser colorido com gelatina
-num finger mais mole, a quantidade de maisena cai par 200g/2 litros
Importante: esse tipo de tinta deve levar um conservante que pode ser sal (1 colher de sopa cheia para cada medida) ou vinagre (2 colheres de sopa rasas).

Atividade 4: Trabalho com tinta de sagu.
Prepare o sagu no sabor uva ou morango e coloque sal como conservante (1 colher de sopa cheia para cada medida). Prepare o local, colando na parede papéis craft, para que as crianças trabalhem de pé. Pinte com o sagu a palma das mãos das crianças para que elas a imprimam sobre o papel. Você pode pintar a sua e fazer a demonstração. Não faça o trabalho por elas.

Uma variação possível desta atividade é a pintura da sola dos pés. Elas podem imprimir os pés enquanto caminham sobre um papel comprido. Chame a atenção para o fato de as marcas ficarem bem visíveis no início e irem desaparecendo à medida que a tinta é gasta.
Importante: as pinturas terão curta duração (faz-se, expõe por uns dias e joga-se fora porque o sagu não seca).

Ao término de cada atividade faça uma roda de apreciação, incentivando o cuidado que os pequenos devem ter com os seus trabalhos e com os dos colegas. Monte uma exposição num lugar de visibilidade da escola para que os trabalhos sejam apreciados por todos.

Avaliação
Observe a interação das crianças com os materiais e como elas se expressam através deles.
O mais importante é proporcionar a experimentação de diferentes materiais, interagindo com os amigos num ambiente previamente organizado.

Fonte: Revista Nova Escola.
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quinta-feira, 18 de maio de 2023

Música para ouvir, cantar e brincar...

 

Como usar a música no dia a dia:

Para receber as crianças: escolha canções infantis conhecidas, músicas instrumentais e regionais, possibilitando uma interação entre adultos e crianças;

Na hora de dormir: escolha músicas clássicas e cantigas de ninar com ritmos tranquilos, que permitam aos pequenos descansar e relaxar;

Nas atividades em grupo: para oferecer diversidade cultural, planeje as atividades com músicas clássicas, folclóricas, regionais, cantigas de roda, parlendas, jazz, blues, etc;

Na hora da despedida: faça brincadeiras de roda e utilize cordas, bambolês e músicas conhecidas.

Orientações:

A música está presente na natureza. 
Chame a atenção das crianças para o canto dos pássaros e das cigarras, para o barulho da chuva e do vento;

Utilize recursos como fantoches, apitos, chocalhos, caixas e tapetes sonoros;

Provoque a participação das crianças, oportunizando a apropriação de ritmos e melodias, desenvolvendo desta forma o movimento do corpo;

A participação do professor nas ações educativas, cantando e dançando, amplia a expressão corporal, gestual e sonora;

O professor precisa conhecer o repertório musical disponível na creche;

                                                              Fonte: Revista Guia prática para professoras de educação infantil – autora: Mirian de souza Lobo de Oliveira e Ivanira Aparecida Balduíno Cruz.

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sábado, 24 de setembro de 2022

Tipos de desenho: ideias de plano de aula para estimular a criatividade


Desenho de Olhos Fechados

MATERIAL: Lápis preto, canetinha hidrocor ou giz de cera, papel branco.

TÉCNICA: Fazer livremente sobre o papel branco desenhos com o lápis que preferir, sem tirá-lo do papel, porém com os olhos fechados. Colorir com qualquer técnica. Tente descobrir animais e objetos nos riscos feitos.Você também pode colorir cada parte de uma cor diferente, surgindo assim um desenho abstrato.
Uma outra dica muito legal é desenhar cantando ou ouvindo uma música!

Desenho em  Superfície Áspera

MATERIAL: Lápis preto, giz de cera ou lápis de cor, papel branco, lixa grossa ou fina , moedas, folhas naturais, retalhos de filó ou renda e etc

TÉCNICA: Coloque o papel branco em cima de uma das texturas (moeda, folhas, etc), pressione levemente e vá passando o lápis por toda a sua superfície, em uma posição quase horizontal. Assim ficará registrado a textura na superfície do papel.

Desenho Raspado

MATERIAL: Giz de cera (cores contrastantes), canetas esferográficas (sem tinta).

TÉCNICA: Cobrir todo o papel com lápis de cera bem forte (1° camada).Depois cobrir com outra cor bem contrastante usando o giz de cera (2°camada). Em seguida, desenhar livremente raspando o papel com a ponta da caneta esferográfica (sem tinta). O efeito é muito legal!


Giz de  Cera com Aguada

MATERIAL: papel encorpado branco (cartolina ou ofício), giz de cera de várias cores, tinta guache coloridas, pincel.

TÉCNICA: Desenhe no papel livremente com giz de cera. Em seguida com um pincel, passar uma camada de guache diluído em água onde estiver o desenho. A aguada não se fixa dando assim um efeito interessante!

Tente fazer também usando giz branco, papel também branco e a aguada de cor bem escura (preto, marrom, azul, etc).
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domingo, 17 de julho de 2022

Modelagem com massa de modelar: dicas práticas para trabalhar arte na Educação Infantil

Muitos professores, mantém em suas salas, prateleiras repletas de massinhas de modelar e, no final das aulas, dão às crianças com a função de “passar o tempo”. Elas servem para completar o horário do dia, isto é, o período que o aluno passa dentro da sala é de 4 horas, se foram cumpridas as atividades em 3 horas e meia, a última meia hora é de “recreação”.
É muito importante que o professor saiba da importância de se trabalhar com massinhas nessa faixa etária e mais ainda que seja mediador e estimulador para que haja aprendizagem nesse momento.
A brincadeira estimula a inteligência porque faz com que a criança use sua imaginação e desenvolva sua criatividade. Quando estão trabalhando com massinhas, se concentram, prestam muita atenção em tudo, ao mesmo tempo, desenvolvem a socialização e o espírito de companheirismo e cooperação.

Possibilidades de trabalho com massinhas


A – Ensinando as cores com massinhas

      As crianças começam a aprender as cores manuseando massinhas. Elas perceberão que, ao misturar uma cor com a outra ela estará clareando a cor, escurecendo ou mesmo criando uma cor nova.
       As atividades deverão ser propostas de acordo com a idade das crianças.
O professor deverá ter em mente que na Ed. Infantil elas estão tendo seus primeiros contatos com os materiais expressivos, não possuem grande desenvolvimento de habilidades, portanto, os resultados nem sempre serão belos.
O que importa é que cada um se expresse da melhor maneira possível que conseguir.

B – Ensinando pontos e linhas com massinhas
1) Pontos e linhas de massinhas – Fazer várias bolinhas com massinhas de várias cores e vários rolinhos – Criar algo com pontos e linhas de massinhas.
2) Linhas de massinhas – Fazer rolinhos de massinhas (linhas) e, com elas fazer um desenho ou escrever o próprio nome.

C – Bi e tri dimensão com massinhas

1) Massinhas – Bidimensão – Representar um objeto bidimensionalmente.(massinha sobre papel)

2) Massinhas – Tridimensão – Representar um objeto tridimensionalmente (representar o objeto montando – o com a massinha)

D – Obras de arte com massinhas
1) Obra de Arte – Inspire-se na obra de um pintor e a recrie com massinhas.
Espero que tenham gostado…até a próxima!!!!
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segunda-feira, 11 de julho de 2022

Massinha de modelar: receitas diferentes e fáceis para fazer em casa

Olá queridos seguidores, segue abaixo 3 receitas diferentes para se fazer massinha de modelar.


Receita 1:
Material:
4 xícaras de farinha de trigo, 
1 xícara de sal, 
1 e meia xícara de água,
1 colher de (chá) de óleo

Modo de fazer:
Numa tigela, misturar todos os ingredientes, amassar bem até ficar boa para modelar. Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.

Receita 2
Material:
500 g de maisena, 
100 g de sal, uma colher de (café) óleo,
tinta vegetal

Modo de Fazer:
Misturar a maisena e o sal. Juntar água suficiente para formar uma pasta. Pedir para um adulto levar a massa ao fogo, mexendo sempre. Acrescentar o óleo e o corante. Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.

Receita 3
Material:
2 xícaras e meia de maisena; 
1 xícara de sal;
meia xícara de água
uma pitada de corante.

Modo de Fazer:
Misturar todos os ingredientes, pedir para um adulto levar a massa ao fogo em banho-maria até desprender da panela. Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.

Além de ser divertido, esse material trabalha a motricidade,
 criatividade e exploração.

                                                                                                      beijinhos e até a próxima!!
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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Colorindo com a Turma da Mônica: Aprender Brincando

Imagens da Turma da Monica para imprimir 
e dar para as crianças se divertirem colorindo


























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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Luzes e sombras: como transformar espaços em experiências sensoriais


Faixa etária: 0 a 3 anos.

Introdução

Uma das características mais fascinantes do Teatro é a possibilidade de criar, com o auxílio de alguns elementos, espaços, atmosferas, mundos diferentes. 
Assim é que o palco de um teatro ou mesmo um espaço como uma sala pode se transformar num castelo medieval, numa selva misteriosa ou numa paisagem do futuro. 
Desde cedo as crianças são sensíveis a essas transformações. 
Criar e recriar, inventar e brincar de estar em outro lugar ou de ser um personagem são características comuns à brincadeira infantil e à arte teatral. 
E é no aspecto da transformação que se baseia esta atividade permanente.

Conteúdos
- Transformação de espaços;
- Teatro de Sombras;
- Pesquisa de luzes e sombras;

Tempo estimado: 30 minutos.

Material necessário:
- Barbante;
- Lençóis brancos velhos;
- Lanternas de vários tipos;
- Bacias;
- Água;
- Escorredor de pratos, ralador, escorredor de macarrão e outros objetos “vazados”;
- Sucatas diversas, como caixa de ovos, garrafas pet e outros materiais transparentes;
- Papel cartão preto;
- Papel celofane;
- Tesoura;
- Cola.

Desenvolvimento da atividade:
 
Prepare a sala: para o teatro de sombras você vai precisar afastar os móveis da sala e estender, com o auxílio de barbantes, um ou mais lençóis brancos de um ponto a outro do espaço, como uma tela esticada. Apague então a luz e acenda uma ou várias lanternas. Essa simples intervenção já é deliciosa e provocativa para as crianças. Algumas podem assustar-se ou chorar; é importante que o professor perceba e respeite a emoção dos pequenos.
Nesse momento, é o professor quem “atua” no teatro, aproximando e afastando o foco das lanternas do lençol. Faça sons, cante ou convide as crianças a ajudar na “sonoplastia”. Esse primeiro momento é de aproximação e exploração!

2  O teatro de sombras tradicional utiliza figuras recortadas minuciosamente em papel cartão preto, representando personagens. Você pode fazer o mesmo e ter uma coleção de figuras mais estruturadas para contar histórias conhecidas para as crianças. Mas, nesta atividade, o mais importante é criar formas inusitadas, pesquisar o efeito da luz e da sombra, modificar o espaço e brincar com novas possibilidades de produzir sombras com as crianças.
Por exemplo: objetos vazados, como um escorredor de pratos, um ralador de queijo ou uma caixa de ovos furada produzem formas misteriosas ou sugestivas à luz da lanterna. Se a fonte de luz está fixa num único lugar, afastar e aproximar os objetos gera efeitos incríveis, principalmente se eles estiverem embrulhados em papel celofane. O mesmo acontece com objetos transparentes, como uma garrafa pet cheia de água colorida com anilina, ou mesmo uma bacia de água, que, quando iluminada, produz uma sombra cheia de movimento, que se modifica quando mexemos na água.

3  Repita a atividade num outro dia. Organize o espaço com a ajuda das crianças. Uma boa idéia também é que cada uma tenha a sua própria pequena lanterna para suas pesquisas.

4  No momento de Artes Visuais, convide as crianças a desenhar diferentes formas em papel cartão preto. Oriente-as com relação ao tamanho, para que não fiquem muito pequenas. Importante: não é preciso, necessariamente, que as crianças desenhem figuras humanas ou bem-acabadas. Formas abstratas também produzem lindas sombras! Se as crianças ainda não puderem recortar, faça isso para elas e “vaze” as figuras, fazendo recortes dentro delas. Peça às crianças que preencham os espaços vazados, colando pedaços de papel celofane. Pronto! Agora vocês podem explorar as figuras criadas à luz da lanterna, e até mesmo criar uma história com elas.

 A proposta do teatro de sombras pode ser repetida muitas vezes. Alterne a possibilidade das crianças serem platéia (quando você ou um grupo de crianças está “por trás do lençol”) ou serem atores (quando a “apresentação” é responsabilidade das crianças, individualmente ou em pequenos grupos). É como diz o documento Orientações Curriculares – Expectativas de Aprendizagens e Orientações Didáticas para a Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo:

“A percepção entre o faz-de-conta e o teatro não acontece naturalmente. É o professor quem nomeia o faz-de-conta organizado como teatro e contextualiza as experiências das crianças como teatrais, organizando-as intencionalmente e incentivando-as a fazer e/ou assistir.” p. 126.

Avaliação
Nesta atividade, fica muito evidente o quanto o professor media a aprendizagem dos pequenos. Porém, isso não significa que ele esteja fazendo tudo por eles. 
Por serem tão pequenas, as crianças vivem a experiência do teatro como integrada a todas as outras, como a brincadeira, a expressão plástica, o movimento. Mesmo assim, o professor pode observar se e o quanto as crianças participaram das atividades, se interessaram-se pela pesquisa das sombras ou pelas descobertas dos colegas.
O parâmetro de avaliação é perceber se as crianças envolveram-se de verdade nessa experiência conjunta e puderam criar algo que lhes agradou e que fez sentido para elas, ao contrário da tradição de representar pecinhas decoradas e cheias de texto, de cuja autoria não participam.
 
Quer saber mais?
Fonte: Revista Nova Escola.
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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Folclorices de brincar: resgatando tradições e cultura com brincadeiras e arte

O livro "Folclorices de Brincar" 
traz lindas ilustrações de Ivan Cruz retratando diversas brincadeiras folclóricas.





























Bjinhos e até a próxima...
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