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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Pintura soprada: plano de aula criativo para trabalhar arte e coordenação

PROPOSTA – PINTURA COM CANUDO
CAMPOS DE EXPERIENCIAS ARTICULADOS
( X ) O eu, o outro e o nós
(     ) Corpo, gestos e movimentos 
( X ) Traços, sons, cores e formas
(     ) Escuta, fala, escrita, pensamento e imaginação 
(     ) Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações 
(     ) Mundo social e natural - investigação, relação, transformação e preservação 

SABERES E CONHECIMENTOS 
• Desenvolvimento do respeito pelas produções artísticas pessoal e coletiva, além do cuidado com os materiais e o ambiente.
• Ampliação da capacidade de observação, da criatividade e do senso crítico, refinando o repertório cultural com vivências em diferentes manifestações artísticas e sociais 

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
• (CG.EI03EO05.s) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. 
• (CG.EI03TS02.s) Expressar-se livremente, por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. 

ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS RODA DE CONVERSA: 
Em roda de conversa explicar as crianças que faremos uma pintura diferente e apresentar os materiais que utilizaremos. 
Explicar que enquanto eles brincam nos cantinhos irá chamar aos poucos para realizar a pintura.
Entregar aos alunos a folha de registro.
Nela, serão pingadas diversas cores de tinta. Com o canudo, os alunos irão soprar até que toda a tinta se espalhe sobre a folha.
Ao término, colaremos olhos grandes na pintura formando um monstrinho 
Deixar as atividades expostas na sala e convidar as crianças a observarem suas pinturas e expressarem o que acham delas. 
Em seguida organizar a sala. 

RECURSOS DIDÁTICOS: papel sulfite, canudos, tinta guache cores diversas, olhos impressos, cola 

PAUTA DO OLHAR: Experimentação de marcas gráficas – Verificar como elas demonstram familiaridade com o material apresentado e habilidade para manuseá-lo enquanto fazem suas produções.

Realizei esta atividade com minha turma de GRUPO 5, olhem como ficaram lindos os monstrinhos.

                             

 













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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Atividades para crianças até 3 anos: sugestões práticas para a Educação Infantil


Levar as crianças para brincarem no parque, com areia, na grama, no pátio coberto,
 explorando todos os espaços disponíveis. 

Com diversos tecidos tocar, acariciar, sentir o cheiro, esconder a mão, tocar diferentes partes do corpo, acariciar a professora, um colega, esconder o pé, a barriga, esconder a professora e fazê-la aparecer. Sacudir os tecidos no chão, nas costas, acima da cabeça. Esconder os tecidos na mão, no bolso, dentro do avental, na barriga e fazer aparecer dizendo palavras mágicas. Incentivar as crianças a procurarem os tecidos na sala. Fazer uma chuva de tecidos.
 
Confeccionar móbiles com elástico de garrafas pet pequenas, contendo papéis e pedrinhas coloridos, água colorida com gliter, com objetos variados que fazem barulhos diferentes e chamem a atenção pelas suas cores e sons. Tome cuidado apenas em colar as tampinhas das garrafas para que as crianças não consigam abri-las. 

Pode-se também confeccionar móbiles ou cartazes com as fotos das crianças ou das famílias para que as crianças possam visualizar, a si mesmas e também aos seus amigos e suas famílias. 

Confeccionar cabanas com bambolês com tiras de tecido amarradas no mesmo, para que as crianças possam entrar, sair, se esconder e outras brincadeiras. 

Brincar de mágica para descobrir as cores nos frascos plásticos com água e anilina. 

Descobrir objetos manipulando dentro de uma bolsa. 

Brincar com rimas para mover as partes do corpo. 

Olhar revistas e buscar imagens de mulheres, homens, bebês, avós, etc. 

Apresentar pequenas dramatizações com fantoches na sala. 

Reconhecer as partes de nosso rosto olhando-se no espelho, movendo-as: abrindo e fechando os olhos, enrugando o nariz, inchando e esvaziando as bochechas e outros. 

Dançar a partir da música que escutamos, em trenzinho, em roda, em pares, etc.
 
Confeccionar um mural com as mãos e pés das crianças para ser exposto na sala. 

Desenhar com giz de cera grosso com o papel na vertical e na horizontal.
 
Brincar de esconder-se atrás do jornal e voltar a aparecer, esconder diferentes partes do corpo. 
Fazer bolas de papel, arremessar para cima, atirar contra a parede, picar, fazer chuva de papel, esconder a professora ou algum amigo que queira com os jornais e fazer mágica para que apareça. 

Utilizando papel celofane: construir lupas e sair explorando os espaços. Fazer bolas com o jornal e envolvê-las com papel celofane de várias cores. Jogar as bolinhas dentro de um cesto. Escondê-las na sala para que a turma procure. Observar a claridade do sol através do papel celofane. 
Utilizar papel micro-ondulado: caminhar sobre o papel exposto no chão, tocar com as mãos o papel na parede, pintar o mesmo com as mãos, com esponjas. 

Trabalhar com diferentes tipos de massas: geleca, massinha caseira com corante comestível e outras. 

Brincar no parque de areia com baldes e pás de brinquedo. 

Brincar com bolhas de sabão, incentivando as crianças a estourarem-nas. 

Brincar com caixas de papelão, fazendo casinhas, castelos, portinhas, janelas, convidando as crianças para entrarem e saírem. 


Observação: Deve-se tomar cuidado com alguns materiais que são disponibilizados para as crianças pequenas, devido ao fato de que elas descobrem o mundo através da boca, e por isto alguns materiais podem ser perigosos. 

"O Berçário deve ter espaços programados para dar à criança oportunidade de se movimentar, interagindo tanto com objetos como com outros bebês. Deve oferecer situações desafiadoras, possibilitando o desenvolvimento de suas capacidades. Os espaços devem ser sempre atraentes e estimulantes para os bebês. Portanto, eles devem ser observados, avaliados e mudados pelos educadores na medida em que eles se desenvolvem e se interessam por coisas novas”.

                                                        Retirado do livro: Os fazeres na educação infantil. Autoras: Maria A.S. Martins, Cândida Bertolini, Marta A.M. Rodriguez e Francisca F. Silva
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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Truques que toda professora de Educação Infantil precisa conhecer

20 truques para professoras de educação infantil 

Super importantes!


Esta é uma postagem muito útil para quem trabalha com bebês no berçário, mini maternal, creche... Muita gente não sabe o que fazer diante de uma sala de bebê, estas são algumas dicas e truques simples, mas muito importantes, que vão fazer uma grande diferença! 

Aqui vão dicas super importantes, confira abaixo!

  • Chocalho feito com garrafa pet, copo de iogurte, yakult...
  • Saquinhos de cheiro feito com tnt algodão e vários aromas.
  • Bolinhas de cheirinho feito com meia calça.
  • Caixa surpresa, encapada e com um buraco para caber a mãozinha do bebê.
  • Tampas de Nescau com figuras.
  • Cds com figuras, furado e usado como móbile.
  • Abrir uma caixa de papelão e fazer uma casa, ou um carro.
  • CD com cantigas com voz de criança, músicas clássicas.
  • Sagu com anelina dentro de garrafa pet, pode usar também gliter, lantejoula...
  • Varal das sensações com vários materiais de diferentes texturas colados em folhas sulfite penduradas.
  • Cestos ou caixa dos tesouros (caixas das sensações, texturas).
  • Móbile com bola e elástico colado no teto.
  • Soprar (canudo grosso), fazer bolhas ensinar a criança a respirar pelo nariz( variar com gelatina colorida).
  • Tnt, brincar colar gravuras em cima contar histórias...
  • Marcadores textuais na história narrada pelo educador como: “aí, daí, então, depois, acabou”.
  • Tambor com latas, usando balão e tnt com bastante cola como tampa, rolo com celofane numa ponta para olhar e falar.
  • Cabides de fita e tampas com gravuras.
  • Gravuras na altura da criança, no chão, teto...
  • Propor sons: pam pã rarã, pim, pirim pimpim. Instrumentos musicais feitos com sucata são maravilhosos!
  • Animais, bichos e insetos feitos com sucata... imitar o som dos animais... abelha zum, zum... gatinho miau... grilo cri cri...
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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Ai, que vontade de morder


Faixa etária: 0 a 3 anos

Objetivo: Lidar com as crianças que mordem.

Desenvolvimento: Para que as mordidas não aconteçam...

Estimule situações comunicativas, pois o uso progressivo da fala e de outras formas de comunicação vão, aos poucos, substituir as dentadas.

Garanta que haja variedade de material, principalmente dos brinquedos preferidos. Dessa forma, há a possibilidades de escolha para todos, evitando-se assim as disputas.

Esteja sempre por perto na hora em que o grupo compartilhar brinquedos.

Evite situações que irritam ou cansam as crianças, como fome, sono e longos períodos de espera entre uma atividade e outra.

Se houver uma que costuma morder com mais frequência, fique próximo dela. Certamente ela vai se sentir mais constrangida com um adulto por perto.

Mas, se elas acontecerem...

Antes de tudo, cuide de quem sofreu a mordida e o acolha.

Se quem mordeu tiver mais de 3 anos, chame-o para ajudar a cuidar do machucado que causou e assim conhecer as consequências de sua ação. Não brigue, mas seja firme e explique que isso não é uma coisa boa de se fazer porque causa dor.

Analise os contextos e a frequência desse comportamento e investigue as causas.

Nunca estigmatize a criança tornando-a a mordedora do grupo.

Ao contrário, procure ajudá-la a mudar de atitude.

Ao avisar os pais de quem sofreu a mordida, não revele o nome do colega que causou o machucado, mas explique as providências tomadas.

Já os familiares da que mordeu só devem ser comunicados se o comportamento se repetir com frequência.

Fonte: Revista Nova Escola

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segunda-feira, 22 de março de 2021

Relação afetiva, assunto de berçário


Reconhecer a importância do vínculo afetivo do bebê com a mãe e familiares
 é fundamental no trabalho do educador.

 M. Clotilde Rossetti-Ferreira
Caroline F. Eltink

Margarida chega na creche. Dirce também. Margarida está cansada. Dirce também. Lado a lado, vão em busca dos filhos na turma do Saci Pererê. O caminho até o berçário é longo. Margarida olha para Dirce. Dirce olha para Margarida. Margarida sorri. Mas sorri amarelo...
¾     Credo, Dirce. Parece que viu assombração.
¾     É que estou preocupada, sabe?
¾     Ih, menina... que foi, Dirce do céu?
¾     Faz três meses que a Laís vem na creche... No começo parece que tudo ia bem. Só que agora ela começou a chorar muito. Ai... ta tão difícil de deixar ela aqui.
¾     O meu Otávio ta ótimo. Sabe, eu achei que ele fosse dar mais trabalho pra acostumar! Juro por Deus.
¾     Mas o que eu acho gozado é que a menina não era assim, e agora não quer me deixar sair de perto, não quer saber de ficar com a Clara na creche...
¾     Vai ver tem alguma coisa errada...
¾     Eu sei que ela não tem nada, não ta doente! Ai Margarida... eu fico até pensando se não era melhor ter deixado com a minha mãe.
¾     A Clara disse alguma coisa? Assim... se fica chorando... Essas coisas... precisa ver direito, hein, Dirce!
¾     Eu já falei com ela, mas ela disse que não. Depois que eu vou embora, fica um tempinho chorando, mas depois passa. E parece que passa mesmo, porque quando eu volto, a Laís choraminga, mas não ta com cara de quem chorou o dia todo, não.
¾     Sabe que no começo eu também ficava na dúvida? Fica com a minha mãe, fica na creche. Na minha mãe, na creche. Ah, mas o Otávio ta tão bem aqui...
Da janela, Clara, a educadora, acena.
¾     Oi! Chegaram mais cedo. Entrem. Tô terminando de trocar o Otávio. Você quer terminar? – pergunta Clara para Margarida.
Margarida termina a troca. A educadora chama Dirce para um canto. Pergunta se aconteceu alguma coisa em casa, se a filha ficou doente. Comenta que a menina deve estar sentindo falta da mãe.
¾     Ela sempre aponta pra porta. Como se quisesse ir embora.
¾     Ai... a minha Laís...
Atenta, a educadora ouviu a preocupação de Dirce. Logo veio Margarida e ficaram as três ali, no meio do berçário, procurando entender o que acontecia com Laís. Antes era um bebê tão tranqüilo, aceitava o colo de qualquer pessoa e agora “estranha”, chora quando a mãe sai de perto e parece que não quer saber do consolo de ninguém!
Pois é, ela não regrediu, como supõem algumas mães e educadoras: ao contrário, está se desenvolvendo. Ela construiu uma relação, ou seja, agora discrimina as pessoas com quem interage e por isso reage de maneira diferente com pessoas mais conhecidas e desconhecidas.
Em psicologia, essa primeira relação afetiva é chamada de apego. É a primeira relação estável que um ser humano estabelece, em geral  com a mãe. Mas, apesar de a mãe geralmente ser a primeira figura, o bebê tem capacidade para estabelecer outras relações afetivas, ampliando sua rede de relações ao longo de sua vida, como por exemplo, pais, avós, tios, babás, educadores etc. É claro que o número de pessoas com quem a criança estabelece apego pode variar conforme a cultura e, particularmente, conforme a forma de organização e os costumes do grupo familiar.
Mas quanto tempo leva a construção inicial dessa relação por parte da criança? Quando é possível dizer que a criança está apegada a esta ou aquela pessoa? Varia de criança para a criança, conforme o contexto em que vive e as interações que ela estabelece com a mãe e outros familiares e conhecidos. De maneira geral, em torno dos seis meses de idade, e mais claramente depois de oito meses, já se notam sinais claros de que a criança está apegada; mesmo antes de engatinhar, ela se orienta preferencialmente para a mãe ou outra figura de apego, sorri e se comunica mais com ela, busca sua proximidade, é para ela que levanta os bracinhos... No seu colo ela sossega, mesmo quando está desconfortável ou doente; se uma pessoa estranha se aproxima, ela se refugia “nas saias da mãe” e, desse “porto seguro”, olha de “rabo de olho” para o estranho ou para a situação desconhecida. Ela lhe serve de apoio para explorar o mundo. E em sua ausência mostra se menos animada, mais quietinha e “bem comportada”. Mais por medo do que por bom comportamento!
Bowlby, um dos principais teóricos do apego, propôs que, no decorrer  da evolução do ser humano, a primeira função do apego teria sido a proteção contra os predadores que rodeavam seus acampamentos. Os predadores de hoje não são mais tigres ou lobos, porém imagine um bebê de nove meses ou um ano sorrindo e indo ao colo de qualquer estranho, na rua ou no supermercado! Ou saindo pelo portão afora e atravessando uma rua movimentada... Isso nos permite imaginar como o apego é vantajoso para a própria sobrevivência da criança. E também para o sossego da mãe e das educadoras!
No momento em que o bebê se distância da figura de apego, é importante que ele se sinta apoiado para explorar o ambiente. Esse apoio depende tanto de fatores externos, como a distância da mãe ou a presença de estranhos, quanto de seus próprios estados internos.
Se ambos estão tranqüilos, em um ambiente familiar, essa distância pode aumentar bastante, Porém, se a criança está cansada ou doente, ela em geral não quer saber de se afastar da mãe nem um minuto; se a mãe está mal, preocupada ou depressiva, a criança, ao perceber seu distanciamento, procura restabelecer a proximidade; se ficou um tempo separada da mãe por qualquer motivo (por trabalho, viagem ou adoecimento), a criança fica mais “agarrada”, como para se certificar de que não vai perdê-la novamente.
Ma não é Sá a mãe ou algum adulto familiar que tem esse poder de dar apoio aos impulsos exploratórios da criança. As crianças se soltam mais da educadora – que nessa situação desempenha o papel de figura de apego – quando o ambiente está estruturado com “cantos” de atividade – como canto da pintura, do teatro ou do pula-pula – nos quais elas se entretêm sozinhas ou com outras crianças. Isso, porém, só ocorre se o arranjo do ambiente permitir que a criança veja onde está a educadora... Se as paredes ou estantes que subdividem a sala formando os cantos forem altas, encobrindo a visão da educadora, a criançada se amontoa em volta dela...
À medida que a criança vai se desenvolvendo, ela vai adquirindo cada vez mais competências, como por exemplo, passa a ter uma noção de tempo e espaço, compreende melhor o que os outros lhe falam, pode então entender que uma mãe temporariamente ausente voltará em breve. Isso não significa que não existe mais apego. Ele continua a vida inteira, e novos vínculos são estabelecidos com outras pessoas, como amigos, companheiro, filhos... O que muda são as formas de manifestação: a busca de proximidade deixa de ser física; pode ser um pensar no outro, um telefonema, uma carta... mas o apego continua sempre existindo.
E como será que está o papo de clara, Margarida e Dirce lá na creche?
¾     É, outro dia fui lá no Centro de Saúde para dar vacina na Laís e foi a primeira vez que ela deu um trabalhão. Até agora quando eu levava, ela ficava quietinha, olhando tudo e sorrindo quando alguém falava com ela. A enfermeira e o pediatra podiam pegá-la, mexer nela, e ela não estava nem aí, era toda sorrisos. Agora, nem lhes conto. Ela armou um berreiro e não largou de mim.
¾     Ela está com oito meses agora, não é? – perguntou Clara. - Pois é, em torno dessa idade é que se intensificam as reações de apego, de agarramento à mãe. Pode ser uns dias ou mês a mais ou menos... Nenhuma criança é um formula de matemática.
Clara ainda disse que existem diferenças entre as crianças: algumas choram mais, outras ficam mais agarradas, outras preferem ficar mais isoladas e em outras neste momento mais agudo não é tão crítico. Existem as diferenças individuais. Não só na expressão do comportamento, mas também na idade em que aparece.
¾     Eu também já reparei, observando outras turmas, que isso também acontece quando as crianças mudam de turma, especialmente nos primeiros dias – porque ainda não conhecem bem a nova educadora.
Nesses períodos mais críticos é que tais comportamentos aparecem.
Foi observado os comportamentos das crianças, investigando com a família o que estava ocorrendo em casa, lembrando as reuniões de formação, que Clara pôde compreender o que estava acontecendo com Laís e, assim, ajudar a mãe a ficar menos ansiosa.



Texto extraído do Livro: ROSSETI-FERREIRA, Maria Clotilde (org). Fazeres na Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 1998. Páginas 132-136.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Crianças de 2 a 3 anos

O que trabalhar com crianças dessa faixa etária

OBJETIVO:
Promover o desenvolvimento físico, psíquico e social da criança respeitando sua maturidade emocional.Incentivar o uso do raciocínio através de atividades recreativas que valorizem a auto estima do aluno.

ATIVIDADES:
• Controle dos esfíncteres, de forma gradativa e com grande paciência e estímulo/incentivo por parte do professor.
• Higiene Bucal apõe as refeições, estimulando e incentivando para o uso da escova.
• Alimentar-se sozinho, com ajuda do professor, aos poucos as crianças aprendem a levar a colher sozinho à boca.
• Introdução de alimentos sólidos, onde aos poucos as crianças deverão se alimentar normalmente, como as crianças maiores, tirando a sopa e a fruta.
• Estimulação do próprio corpo,m identificando e nomeando as partes do corpo. Pode utilizar músicas e brincar de lavar a boneca. No banho também nomeia-se o corpo.
• Garatuja: folhas em branco, onde a criança poderá pintar com lápis, giz de cera e/ou guache (tomando muito cuidado para não levar à boca e aos olhos).
• Exercícios de encaixe, sempre incentivando para que a criança acerte. De início o professor deve ajudar a criança, até que ela consiga associar a forma ao buraco.
• Jogos de bola em rodas, promovendo a integração social, onde a criança deverá joga-la para o amigo, dizendo o nome (ou dito pelo professor).
• Trabalhos manuais com massinhas e argila, deixando que estes manuseiem bastante.
• Incentivo e desenvolvimento da fala, onde o professor deverá conversar e estimular para que a criança consiga manifestar o que quer, não permitindo que ela só se manifeste por gestos.
• Ampliar seu vocabulário, conversando diariamente, com a criança sobre os aspectos do dia-a-dia.
• Incentivar e permitir a fala da criança em todas as atividades possíveis, falando corretamente com a criança. Mostrar à criança a conveniência de falar em voz baixa, trabalhando com a criança o saber escutar.
• Apresentação das cores.
• Trabalhos com músicas gestuais, cantigas de roda e dança, estimulando partes do corpo.
• Contos de histórias curtas.
• Coordenação motora livre, como rasgar papel, brincar de massinha, etc.
• Brincadeiras de imitar os adultos, como escovar os dentes de bonecas, fazer comidinha, ir as compras, banho de bonecas, etc.
• Explorar o ambiente escolar, mostrando árvores, passarinhos, parquinho, etc.
• O uso do parquinho diário, pois nessa idade a criança tem bastante energia e grande dificuldade de concentração, por isso todas as atividades devem ser curtas e com bastante estímulo/incentivo por parte do professor.
• Imposição de limites e boas maneiras, dizendo "não" à criança, toda vez que colocar em perigo si mesmo, os colegas, tias e o ambiente escolar.
• Traçados simples: Coordenação Motora.
• Formas Geométricas: círculo, quadrado e triângulo

OBJETIVOS SÓCIO-EMOCIONAIS:

1. Desenvolve hábitos de asseio: pedir para ir ao banheiro, lavar as mãos, limpar o nariz, etc.
2. Habitua-lo a usar os clichês sociais. Exemplo: Por favor, muito obrigado, com licença, etc.
3. Permitir que a criança seja independente.
4. Deixa-la explorar ao máximo os objetos e brinquedos.
5. Levar a criança a brincar com os outros do grupo.
6. Fazer com que a criança não fixe em um único colega.
7. Mantê-la ocupada.
8. Levar a criança a participar das atividades de grupo.

Até a próxima!!
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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Brincar com materiais não estruturados: liberdade e criatividade na infância

Ei! Professores... 
desenvolva a imaginação, criatividade e o brincar da criança através de alguns recursos simples como materiais não estruturados...







 #DicasdaPrôClaudiaOliveira #desenvolvimentoinfantil

#crianças #brincar #brincadeiras #imaginação #criatividade #materiaisnaoestruturados
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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Brincadeira da serpente: atividade divertida para Educação Infantil

Essa brincadeira tem por objetivo reconhecer o próprio nome e o nome dos colegas.


PROCEDIMENTOS: Os alunos sentam-se em roda; a professora fica no centro da roda, com uma caixa contendo os crachás dos nomes dos alunos, enquanto vai cantando:


"Esta é a história da serpente
Que desceu do morro
Para procurar
Um pedacinho do seu rabo...
Vem, você também, fazer parte do meu rabão..."


Ao cantar o último verso, a professora mostra um crachá. 

O aluno deve identificar seu nome no crachá, colocá-lo, passar por baixo das pernas da professora, segurar em sua cintura e assim a brincadeira recomeça, até que todos os alunos estejam formando o "rabo" da serpente.
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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Leitura na primeira infância: bebês aprendem mais do que você imagina

Quem disse que os bebês não lêem e não se interessam por livros está bem enganado!


 Eles adoram um livro, mas os livros precisam chegar até eles...
A leitura para os bebês é estimulante e gera um aprendizado dando início ao prazer pela leitura no futuro. Mas é claro que todo esse trabalho deve ser feito com muito planejamento e coerência... Afinal não vamos dar provas de leitura para os nossos pequenos , não é?

Hoje em dia há uma infinidade de livros para bebês, de todos os tipo e formas, coloridos, grandes e pequenos, com sons e etc. Basta escolher e mãos a obra!!!!

Importância da leitura no berçário

•Cuidado afetivo
•Construção da identidade
•Interação com os livros e através dos livros
•Desenvolver gosto pela leitura
•Desenvolvimento da imaginação
•Acesso às histórias como patrimônio cultural
•Acesso a cultura letrada

DICAS DE LEITURA


Reserve um momento no berçário para os livros.
Selecione livros com frases curtas e ilustrações simples.
Podem ser de pano, plástico ou de papelão duro.
Deixe o bebê segurar o livro e virar as páginas.
Apenas cite o nome das ilustrações, a história vem depois.
Pare e converse sobre as figuras, por exemplo, se for um livro de animais, vá descrevendo cada um deles.
Mantenha a conversa e use muitas palavras descritivas.
O mais importante de tudo: repita, repita, repita, a criança vai querer ler o mesmo livro muitas e muitas vezes. Quanto mais você repete, tanto mais o cerebrozinho “liga”.

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

• Qualidade do texto

O texto deve apresentar um bom trabalho de linguagem, coesão interna e organicidade, evite obras, cujo caráter utilitário que enfatize visões diretiva e inquestionável de mundo e de moral.

• Diversidade:

Procure diversificar os temas e linguagens (prosa, poesia, Cartum, livro sem texto, crônicas, conto de fadas).

A oferta de obras com características bem diversas abre possibilidade de uma maior identificação do leitor com os livros, atendendo as diferenças individuais.

• Adequação das obras á faixa etária:

Fique atenta ao tratamento gráfico dado a obra (encadernação, tamanho do livro, tipo de letra), a temática e a extensão da narrativa. Com relação á extensão das narrativas, é importante salientar que os livros com texto podem ser breves ou relativamente longos, porém, desde que sempre acessível à criança que ainda não teve oportunidade de maior contato com materiais escritos.

 Ilustração:

Nesta faixa etária as gravuras é que irão, de inicio, exercer maior atração sobre a criança.

REGULARIDADE

É interessante garantir na rotina um momento para leitura ou narração de histórias
Uma música, um local diferente e ambientado. Não precisa sair da sala, mas fazer um cantinho com um tapete diferenciado, dá um grande resultado. Após um período já podemos utilizar outros espaços.

Bibliografia

•FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização: Tradução Hóracio GONZÁLES (et. Al.), 24 ed. Atualizada – São Paulo: Cortez. – 2001. - (Coleção Questões da Nossa Época; v.14)

Fiquem com Deus!!!!
Até a próxima!!!
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Plano de Aula - Desafios motores


Objetivo
Fortalecer a musculatura.

Desenvolvimento

Preparando o ambiente...

- O piso não deve ser escorregadio, e o ideal é que haja rampas com pouca inclinação para subir e descer engatinhando ou escadas de poucos degraus.

- Espalhe colchonetes se alguma atividade envolver risco de queda.

- Coloque equipamentos que dêem suporte às crianças, como almofadas para as que estão começando a sentar e pufes, caixas de papelão e uma barra para as que querem ficar em pé.
  • Atividade 1
Cada frase que o professor disser será repetida pelas crianças.

"Vamos passear na floresta?"

"Então, vamos!" (caminhar pelo espaço)

"Xiii! Olha lá! Um rio!"

"Vamos passar?"

"Por cima não dá!" (esticar o corpo)

"Por baixo não dá!" (abaixar o corpo)

"Então vamos nadar?" (movimentar os braços)

O jogo prossegue com variações nas propostas de movimentos:

"Xiii! Olhá lá! Uma árvore! Vamos subir?" (movimentar braços e pernas, como se estivesse subindo)

"Uma caverna! Vamos entrar?" (arrastar-se pelo chão ou andar agachado)

Entrando na caverna, o professor diz:

"Xiii! Está tudo escuro!" (fechar os olhos e tocar nos colegas)

"Xiii! Uma cauda comprida... um pêlo macio... um focinho gelado... É uma onça! Vamos correr?" (correr, fazendo o caminho inverso)

"Xii! Uma caverna! Vamos sair? Xii! Uma árvore! Vamos subir? Xii! Um rio! Vamos nadar? Xii! Uma casa! Vamos entrar? Xii! Uma porta! Vamos fechar?" (deitar no chão)

Para concluir:

"Ufa! A onça não pegou ninguém! Ainda bem!" (descansar)
  • Atividade 2
Os desafios corporais podem variar conforme a proposta. Por exemplo, passear no fundo do mar: nesse caso, os movimentos de braços e pernas são feitos com todos deitados no chão. Outras opções são entrar em cavernas, passar por muitas algas, afundar num abismo profundo e fugir de um tubarão. 
  • Atividade 3
Uma outra opção é fazer de conta que está voando: as crianças podem fazer a seqüência de pé, para se locomoverem no espaço. Sugira que elas sejam pássaros, que voem sobre a montanha, pousem numa rocha, mergulhem num abismo e fujam de um gavião.

Avaliação

O importante aqui não é saber quem consegue ou não fazer o que foi proposto ou comparar a agilidade de um e outro. Avalie se o tempo de duração foi adequado, se os pequenos se envolveram e seguiram suas sugestões. Verifique se alguma coisa deverá ser modificada numa próxima vez.

Até a próxima!!!
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domingo, 10 de maio de 2020

Um ambiente para explorar: como organizar espaços que estimulam a aprendizagem na Educação Infantil


Numa creche, espaços e objetos devem oferecer novas experiências aos bebês.

Cândida Bertolini
Ivanira B. Cruz

O mundo está mudando e a educação dos bebês também. 
Essa mudança provoca conflitos entre a velha e a nova forma de cuidar do bebê.

No tempo da vovó, os bebês nasciam e eram enroladinhos. Pareciam “mumiazinhas” ou “pacotinhos” embalados para presente, com aquelas mantas cuidadosamente bordadas... Como será que os lindos bebês se sentiam, tão amarradinhos, se antes de nascer podiam agitar mãos e pés livremente no útero?

É claro que bebê precisa de calor, aconchego. Ficar enroladinho numa coberta ao dormir é uma delícia! Mas ele também precisa ter os pés, as mãos o corpo livres, para mexer e descobrir quantas coisas consegue fazer, virar de um lado para o outro, chupar o dedo, levantar as perninhas... produzir movimentos.

 O bebê já tem competências motoras ao nascer e seu desenvolvimento acontece continuamente.
Bebês de três a quatro meses adoram objetos como almofadas que servem de apoio para se encostarem, apalparem, subirem, descerem. 
Os móbiles despertam neles os movimentos dos olhos e da cabeça, ajudando a firmar o pescoço. 
Os brinquedos diversos, coloridos, fascinam os bebês, estimulando-os a se locomoverem até alcançá-los. 
Os bebês interagem procurando pegar e compartilhar objetos. 
E isso os leva a se arrastarem, rolarem, mudarem de posição, 
conquistarem espaços e diferentes pontos de vista.
 Dependendo das experiências que o meio ambiente proporciona, 
logo eles estão de pé, tentando novas interações.

Os espaços e objetos de uma creche devem estar a favor do desenvolvimento sadio dos bebês, 
propiciando-lhes experiências novas e diversificadas.

Texto extraído do Livro: ROSSETI-FERREIRA, Maria Clotilde (org). Fazeres na Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 1998. Página 143.
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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Atividades Curriculares Domiciliares

Olá, hoje vim compartilhar link para DOWNLOAD
das Atividades Curriculares Domiciliares da 
SEMED - Secretaria Municipal de Educação 
de Campo Grande /MS.

Espero que gostem!!!!

São Cadernos de Experiências e 
Cadernos de Atividades para serem realizados em casa com as crianças nesse período de pandemia do COVID-19.


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