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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O poder do brincar na aprendizagem infantil: como o lúdico transforma o desenvolvimento da criança

Educar vai muito além da mente: é corpo, emoção e vivência

Educar não é só desenvolver o pensamento. É olhar para a criança como um todo: corpo, emoção, movimento e expressão.

Se educar é libertar, então a prática precisa permitir isso na vida real, não só no papel.

E é no brincar que isso acontece.

Quando a criança brinca, ela experimenta, testa, cria, erra, acerta e aprende. Não é só diversão. É construção de conhecimento.

O lúdico coloca a criança em contato com o mundo de forma concreta. Ela desenvolve habilidades, incorpora valores e dá sentido ao que aprende.

E aqui vai um ponto importante:
material pedagógico não é algo fixo e engessado.

Ele ganha vida na relação com a criança. Pode gerar conexões, interações e aprendizagens ou não. Tudo depende de como é utilizado.

O jogo, por exemplo, prepara para a vida.

Brincando, a criança aprende de forma leve, natural e significativa. E isso acontece em qualquer tempo, em qualquer cultura. Brincar é universal.

Além disso, o lúdico ajuda a criança a reorganizar suas emoções.

Jogos podem reduzir a ansiedade, melhorar a atenção, fortalecer relações e aumentar a autoestima.

E mais: ao lidar com regras, desafios e competição, a criança aprende sobre limites, respeito e convivência.

Tudo isso de forma prazerosa.

No brincar, a criança vive experiências reais:
erra, tenta de novo, descobre que é capaz.

Desenvolve raciocínio lógico, organização espacial, criatividade e autonomia.

É nesse espaço entre o mundo interno e o externo que a aprendizagem acontece de verdade.

E esse espaço tem nome: brincar.


Espero que gostem!!!! 
Até a próxima!!
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terça-feira, 17 de outubro de 2023

Projeto Político Pedagógico

Um dos principais documentos norteadores do trabalho pedagógico de uma instituição de ensino é o Projeto Político Pedagógico, também conhecido por PPP. 

A proposta de construção de um documento que explicita e orienta as práticas pedagógicas e administrativas da escola é resultado de um movimento nacional, do início da década de 1980, que provocou a abertura de escolas e a maior participação da comunidade na realidade escolar. 

O PPP é constituído de três partes que se integram para traçar o projeto da escola: 
Marco Situacional, Marco Conceitual e Marco Operacional. 

POR QUE É UM PROJETO? 
Porque reúne propostas de ações concretas a serem executadas durante determinado período de tempo. Está constantemente em construção. 

POR QUE É POLÍTICO? 
Por considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir. 

POR QUE É PEDAGÓGICO? 
Porque define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem. Fala sobre o respeito à reflexão sistemática sobre as práticas educativas. 

Na LDBEN n.º 9.394/96 estão incluídos três grandes eixos norteadores relacionados à construção do PPP:
  • Flexibilidade: Vinculado à autonomia, possibilita que a escola organize seu próprio trabalho pedagógico. 
  • Avaliação: Expressa-se no âmbito do pluralismo de ideias e concepções pedagógicas e da proposta de Gestão Democrática do ensino público, que será definido em cada sistema de ensino. 
  • Liberdade: Expressa-se no âmbito do pluralismo de ideias e concepções pedagógicas e da proposta de Gestão Democrática do ensino público, que será definido em cada sistema de ensino 
Espero que tenham gostado!!! Até a próxima!!
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sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Avaliação Educacional

De forma geral existem três tipos distintos de avaliação:

A Avaliação diagnóstica: é realizada no início do processo para direcionar o trabalho do professor. Nessa fase é estudado e levantando os conhecimentos prévios dos alunos para que o professor possa verificar como colocará em prática o seu planejamento, 
de forma a atender as características dos alunos. 

A Avaliação formativa: é realizada durante o processo para acompanhar o desenvolvimento dos alunos. A função formativa proporciona ao professor e aos estudantes as informações necessárias para corrigir as possíveis falhas, estimulando todos a continuarem o trabalho. 
Nessa fase encontra-se o famoso feedback que reorienta os envolvidos em suas 
tarefas de forma positiva. 

A Avaliação Somativa: é realizada no final do processo, classificando os alunos quanto ao nível de desenvolvimento. Esta fase oferece também as informações necessárias para o registro das atividades que foram desempenhadas pelos alunos. 

A avaliação possui diversas funções; 
contudo, entende que, na avaliação formativa, estão as melhores intenções 
para acolher, apreciar e avaliar o que se ensina e o que se aprende.
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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH)


O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH) 
é uma política pública que consolida um projeto de sociedade baseado nos princípios da democracia, da cidadania e da justiça social, por meio de um instrumento de construção de uma cultura de direitos humanos que visa o exercício da solidariedade e do respeito às diversidades. 

O processo de elaboração do PNEDH teve início em 2003, com a criação do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos (CNEDH) e seu engajamento no trabalho de criação do Plano. 

Entre 2004 e 2005, o PNEDH foi amplamente divulgado e debatido com a sociedade. 

Em 2006, como resultado dessa participação, foi publicada a versão definitiva do PNEDH, em parceria entre a então Secretaria Especial de Direitos Humanos, o Ministério da Educação e o Ministério da Justiça. 

A estrutura do documento estabelece concepções, princípios, objetivos, diretrizes e linhas de ação, contemplando cinco grandes eixos de atuação:
- Educação Básica; 
- Educação Superior; 
- Educação Não-Formal; 
- Educação dos Profissionais dos Sistemas de Justiça e Segurança Pública; 
- Educação e Mídia. 

São princípios norteadores da educação em direitos humanos na educação básica: 

• a educação deve ter a função de desenvolver uma cultura de direitos humanos em todos os espaços sociais; 
• a escola como espaço privilegiado para a construção e consolidação da cultura de direitos humanos, deve assegurar que os objetivos e as práticas a serem adotados sejam coerentes com os valores e princípios da educação em direitos humanos
• a educação em direitos humanos, por seu caráter coletivo, democrático e participativo, deve ocorrer em espaços marcados pelo entendimento mútuo, respeito e responsabilidade
• a educação em direitos humanos deve estruturar-se na diversidade cultural e ambiental, garantindo a cidadania, o acesso ao ensino, permanência e conclusão, a equidade (étnico racial, religiosa, cultural, territorial, físico-individual, geracional, de gênero, de orientação sexual, de opção política, de nacionalidade, dentre outras) e a qualidade da educação; 
• a educação em direitos humanos deve ser um dos eixos fundamentais da educação básica e permear o currículo, a formação inicial e continuada dos profissionais da educação, o projeto político pedagógico da escola, os materiais didático-pedagógicos, o modelo de gestão e a avaliação; 
• a prática escolar deve ser orientada para a educação em direitos humanos, assegurando o seu caráter transversal e a relação dialógica entre os diversos atores sociais.

A partir do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos - PNEDH, 
estabeleceram-se as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direitos Humanos,
Você quer conhecer essas diretrizes?
Clique no botão abaixo.

Espero que tenham gostado!!! 
 Até a próxima!!
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domingo, 8 de outubro de 2023

Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos

A partir do PNEDH, estabeleceram-se as
 Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direitos Humanos

RESOLUÇÃO Nº 1, DE 30 DE MAIO DE 2012 - 
Estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos 

Art. 1º A presente Resolução estabelece as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos (EDH) a serem observadas pelos sistemas de ensino e suas instituições. 

Art. 2º A Educação em Direitos Humanos, um dos eixos fundamentais do direito à educação, refere-se ao uso de concepções e práticas educativas fundadas nos Direitos Humanos e em seus processos de promoção, proteção, defesa e aplicação na vida cotidiana e cidadã de sujeitos de direitos e de responsabilidades individuais e coletivas. 

§ 1º Os Direitos Humanos, internacionalmente reconhecidos como um conjunto de direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, sejam eles individuais, coletivos, transindividuais ou difusos, referem-se à necessidade de igualdade e de defesa da dignidade humana. 

Art. 3º A Educação em Direitos Humanos, com a finalidade de promover a educação para a mudança e a transformação social, fundamenta-se nos seguintes princípios: 
I - dignidade humana; 
II - igualdade de direitos; 
III - reconhecimento e valorização das diferenças e das diversidades; 
IV - laicidade do Estado; 
V - democracia na educação; 
VI - transversalidade, vivência e globalidade; 
VII - sustentabilidade socioambiental. 

Art. 4º A Educação em Direitos Humanos como processo sistemático e multidimensional, orientador da formação integral dos sujeitos de direitos, articula-se às seguintes dimensões: 
I - apreensão de conhecimentos historicamente construídos sobre direitos humanos e a sua relação com os contextos internacional, nacional e local;
II - afirmação de valores, atitudes e práticas sociais que expressem a cultura dos direitos humanos em todos os espaços da sociedade; 
III - formação de uma consciência cidadã capaz de se fazer presente em níveis cognitivo, social, cultural e político; 
IV - desenvolvimento de processos metodológicos participativos e de construção coletiva, utilizando linguagens e materiais didáticos contextualizados; 
V - fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem ações e instrumentos em favor da promoção, da proteção e da defesa dos direitos humanos, bem como da reparação das diferentes formas de violação de direitos. 

Art. 5º A Educação em Direitos Humanos tem como objetivo central a formação para a vida e para a convivência, no exercício cotidiano dos Direitos Humanos como forma de vida e de organização social, política, econômica e cultural nos níveis regionais, nacionais e planetário.

§ 1º Este objetivo deverá orientar os sistemas de ensino e suas instituições no que se refere ao planejamento e ao desenvolvimento de ações de Educação em Direitos Humanos adequadas às necessidades, às características biopsicossociais e culturais dos diferentes sujeitos e seus contextos. 

§ 2º Os Conselhos de Educação definirão estratégias de acompanhamento das ações de Educação em Direitos Humanos. 

Art. 6º A Educação em Direitos Humanos, de modo transversal, deverá ser considerada na construção dos Projetos Político-Pedagógicos (PPP); dos Regimentos Escolares; dos Planos de Desenvolvimento Institucionais (PDI); dos Programas Pedagógicos de Curso (PPC) das Instituições de Educação Superior; dos materiais didáticos e pedagógicos; do modelo de ensino, pesquisa e extensão; de gestão, bem como dos diferentes processos de avaliação. 

Art. 7º A inserção dos conhecimentos concernentes à Educação em Direitos Humanos na organização dos currículos da Educação Básica e da Educação Superior poderá ocorrer das seguintes formas:

I - pela transversalidade, por meio de temas relacionados aos Direitos Humanos e tratados interdisciplinarmente; 
II - como um conteúdo específico de uma das disciplinas já existentes no currículo escolar;
III - de maneira mista, ou seja, combinando transversalidade e disciplinaridade. Parágrafo único. Outras formas de inserção da Educação em Direitos Humanos poderão ainda ser admitidas na organização curricular das instituições educativas desde que observadas as especificidades dos níveis e modalidades da Educação Nacional. 

Art. 8º A Educação em Direitos Humanos deverá orientar a formação inicial e continuada de todos(as) os(as) profissionais da educação, sendo componente curricular obrigatório nos cursos destinados a esses profissionais. 

Art. 9º A Educação em Direitos Humanos deverá estar presente na formação inicial e continuada de todos(as) os(as) profissionais das diferentes áreas do conhecimento. 

Art. 10. Os sistemas de ensino e as instituições de pesquisa deverão fomentar e divulgar estudos e experiências bem sucedidas realizados na área dos Direitos Humanos e da Educação em Direitos Humanos. 

Art. 11. Os sistemas de ensino deverão criar políticas de produção de materiais didáticos e paradidáticos, tendo como princípios orientadores os Direitos Humanos e, por extensão, a Educação em Direitos Humanos. 

Art. 12. As Instituições de Educação Superior estimularão ações de extensão voltadas para a promoção de Direitos Humanos, em diálogo com os segmentos sociais em situação de exclusão social e violação de direitos, assim como com os movimentos sociais e a gestão pública.

 Art. 13. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

Até a próxima!!
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sexta-feira, 28 de julho de 2023

Competências Gerais da BNCC: resumo ilustrado e fácil de entender

 Pequeno resumo que elaborei ao estudar as 10 competências da BNCC... Espero que ajude 😉

CLIQUE NO BOTÃO E LEIA MAIS SOBRE CADA UMA DAS COMPETÊNCIAS.
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sábado, 15 de julho de 2023

Tendências pedagógicas: entenda as principais e como aplicar na prática

    Quais foram as tendências pedagógicas que influenciaram a educação brasileira? 

No geral, de acordo com os professores há duas correntes bem distintas dessas tendências: as liberais e as progressistas. Abaixo vamos falar um pouco de cada uma delas. 

Liberais

As tendências liberais são divididas em 

  • Tradicional, 
  • Renovadora Progressista, 
  • Renovadora não-diretiva 
  • Tecnicista. 

Pedagogia Tradicional

O objetivo da escola era preparar os alunos para ocupar papéis na sociedade, por meio do conteúdo adquirido em aulas expositivas pelo professor que era a figura central na relação de ensino aprendizagem. 

Os alunos eram considerados um “papel em branco” que deveria ser preenchido com aulas, exercícios e memorização, de forma passiva sem crítica ao conteúdo ensinado

Pedagogia Renovadora

A pedagogia renovadora tem duas vertentes mais comuns: A Renovadora Progressista e a Renovadora Não diretiva. 

As duas tem em comum a busca pela formação de pessoas ativas na escola. 

O Professor não esta no centro do processo de ensino, mas o aluno que deve buscar, descobrir com a ajuda do professor que será um facilitador na construção do conhecimento

Pedagogia Tecnicista

Neutralidade científica, racionalidade e eficiência na educação. 

Essa tendência ficou conhecida pelo seu objetivo que era preparar as pessoas para ser úteis na sociedade capitalista. 

O ensino ganhou um aspecto mais técnico, para preparar pessoas produtivas. 

Telecurso, microensino, módulos educacionais, são produtos consumidos nessa forma de pensar a educação

Progressistas

Essa concepção é crítica, diferente das pedagogias liberais. O questionamento das realidades sociais é o seu foco principal. Política e pedagogia andam de mãos dadas. De acordo com Libâneo, essa tendência pode ser dividida em três:

  • Libertadora, 
  • Libertária 
  • Crítico-social-dos-conteúdos.

Progressista Libertadora

A escola é o lugar não só onde se aprende, mas deve se propor a discutir os problemas da comunidade.

O professor irá coordenar as atividades com os alunos em busca de uma transformação social. 

Esta tendência esteve mais presente nas escolas públicas brasileiras.

Progressista Libertária

É ligada ao anarquismo. 

Busca a total ausência de poder. 

Essa tendência promove a participação das pessoas em movimentos sociais fora da escola, como sindicatos, associações de moradores, etc. 

Os próprios alunos que propõem os trabalhos escolares.

Progressiva Crítico-social-dos-conteúdos

Essa tendência está em oposição a Progressista Libertadora, pois em sua concepção a escola deve assegurar o conhecimento sistematizado historicamente e ser utilizado como pano de fundo para as transformações sociais.


Referências:
LIBÂNEO, Democratização da escola pública. A pedagogia critico-social-dos-conteúdos. Coleção educar. s/d
QUEIROZ, Cecília Telma Alves Pontes de; MOITA, Filomena Maria Gonçalves da Silva Cordeiro. Fundamentos sócio-filosóficos da educação. Campina Grande; Natal: UEPB/UFRN, 2007

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terça-feira, 14 de março de 2023

Muito Além de Chamar Nomes: O Valor da Chamada na Educação Infantil

Reflexões sobre a atividade permanente da chamada do livro: Ler e escrever na Educação Infantil: discutindo práticas pedagógicas.

Na Educação Infantil são inúmeras as oportunidades significativas em que as crianças podem reconhecer letras, aprender os nomes de cada uma e tentar grafá-las. 
Tal conhecimento é importante, em primeiro lugar, porque desse modo a criança foca a atenção no princípio de que utilizamos as letras na escrita de palavras. 
Em segundo lugar, porque, para “conversar” sobre a escrita, para dialogar sobre como escrever uma palavra, a criança passa a poder lançar mão dessa metalinguagem. 
Ou seja, ao escrever seus nomes ou outras palavras de seu interesse, pode interagir com os colegas e professora sobre que letra usar. 
Por fim, as atividades com as letras familiarizam a criança com o seu traçado, permitindo que possa escrever ao seu modo usando os símbolos convencionais. P. 28 

O mural da chamada é mais uma alternativa em que, por meio da comparação da escrita do nome das crianças, podem ser criadas várias oportunidades de aprender o nome das letras. Assim, é possível perguntar quais nomes começam com a mesma letra, qual é aquele que tem mais ou menos letras, qual o nome que difere do outro apenas por uma letra, entre outras possibilidades. 
A atividade diária com o mural de chamada também permite que as crianças reconheçam globalmente o seu nome, o nome dos colegas, fazendo com que tais palavras se tornem “estáveis”. Ou seja, mesmo sem estar alfabetizada, a criança pode ir construindo um repertório de palavras que sabe escrever de cor. 
Tal conhecimento, sem dúvida, também pode ajudá-la nas suas tentativas de escrita e leitura de novas palavras. P. 29 

As letras do alfabeto permitem que, com base nelas e nos sons que representam, possamos escrever infinitas palavras e textos. 
Os diferentes textos com os quais convivemos são escritos com diferentes tipos de letra. Essa é uma aprendizagem que as crianças precisam realizar, e que muito cedo elas começam a perceber, com base nas experiências que vivenciam com os variados textos que circulam na sociedade. P. 110 

Em várias escolas de Educação Infantil, percebemos a opção em trabalhar, tanto na leitura como na escrita, com palavras escritas com letras de imprensa maiúscula. 
São várias as justificativas para essa opção: essas letras estão muito presentes no cotidiano das crianças, em vários textos e suportes textuais (outdoors, capas de livros, placas, rótulos de embalagens, etc.); são letras mais facilmente identificadas pelas crianças nas palavras, já que é claro onde a letra começa e termina, o que não ocorre com a letra cursiva; são letras com um traçado mais simples e, portanto, mais fáceis de serem reproduzidas, não sendo, inclusive, necessário um treino sobre sua movimentação. P. 111 

Fazer a opção pelo trabalho com a letra de imprensa maiúscula na Educação Infantil não significa, no entanto, que os outros tipos de letras não possam estar presentes na sala, pois espera-se que textos escritos com diferentes letras sejam lidos/vistos nesse contexto. P. 112 

No trabalho com os diferentes tipos de letras na Educação Infantil, precisamos considerar, portanto, dois aspectos: os usos efetivos dessas letras nos diferentes textos que circulam na sociedade, o que está vinculado à dimensão do letramento e dos usos sociais da linguagem; e o desenvolvimento cognitivo das crianças em relação à apropriação da escrita alfabética. 

Em relação ao primeiro aspecto, a diversidade de formas de se grafar as letras pode ser trabalhada na escola por meio da leitura e escrita de diferentes textos, em diferentes suportes. No que se refere ao desenvolvimento cognitivo dos alunos e à capacidade de identificarem e grafarem as letras em suas diferentes formas, precisamos considerar, como apontado por Quinteiros (1997), que a percepção da estabilidade das letras não é facilmente compreendida pelas crianças.

 [...] Ao serem apresentadas a diferentes formas de se traçar uma letra, crianças que não compreenderam ainda a natureza alfabética do nosso sistema podem achar que as mesmas letras apresentadas no formato maiúsculo e minúsculo correspondem a letras diferentes, como abordado por Quinteiros (1997). P. 112 

Fonte: Ler e Escrever na Educação Infantil: discutindo práticas pedagógicas. Ana Carolina Perrusi Brandão e Ester Calland de Sousa Rosa (Orgs.). Coleção: Língua Portuguesa na Escola. Editora: Autêntica, 2. Ed. Belo Horizonte, 2011.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

BNCC x Currículo: entenda a diferença de forma simples

A BNCC é uma referência obrigatória mas não é o CURRICULO.

A Base estabelece os objetivos que se espera alcançar e o currículo define como alcançar os objetivos.

A BNCC é um documento muito importante.
e as redes de ensino têm autonomia para elaborar ou adequar os seus CURRICULOS de acordo com o estabelecido na Base.

Quer estudar mais sobre o assunto...aqui mesmo encontra vários posts.

Bora estudar profs??



Espero que tenham gostado!!!
 Até a próxima!!
 

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Aprendizagens essenciais de acordo com a Base

Conheça quais são as aprendizagens essenciais de acordo com a BNCC.







 Espero que tenham gostado!!! Até a próxima!!
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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Conhecimentos Pedagógicos - Planejamento

O que é planejamento e quais os tipos de planejamento que podemos encontrar no âmbito educacional.










 Até a próxima!!
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domingo, 13 de novembro de 2022

Projeto Político Pedagógico (PPP): o que é e para que serve na escola


Toda escola tem objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar.

O conjunto dessas aspirações, bem como os meios para concretizá-las, é o que dá forma e vida ao chamado projeto político-pedagógico - o famoso PPP. Se você prestar atenção, as próprias palavras que compõem o nome do documento dizem muito sobre ele: 

- É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante determinado período.

- É político por considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir. 

- É pedagógico porque define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem.

Ao juntar as três dimensões, o PPP ganha a força de um guia - aquele que indica a direção a seguir não apenas para gestores e professores, mas também funcionários, alunos e famílias. 
Ele precisa ser completo o suficiente para não deixar dúvidas sobre essa rota e flexível o bastante para se adaptar às necessidades de aprendizagem dos alunos. 
Por isso, dizem os especialistas, a sua elaboração precisa contemplar os seguintes tópicos: 

- Missão
- Clientela
- Dados sobre a aprendizagem
- Relação com as famílias
- Recursos
- Diretrizes pedagógicas
- Plano de ação

Por ter tantas informações relevantes, o PPP se configura numa ferramenta de planejamento e avaliação que você e todos os membros das equipes gestora e pedagógica devem consultar a cada tomada de decisão. 
Portanto, se o projeto de sua escola está engavetado, desatualizado ou inacabado, é hora de mobilizar esforços para resgatá-lo e repensá-lo (leia as dicas práticas).

 "O PPP se torna um documento vivo e eficiente na medida em que serve de parâmetro para discutir referências, experiências e ações de curto, médio e longo prazos", diz Paulo Roberto Padilha, diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo.

Revista Nova Escola

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sábado, 20 de agosto de 2022

As 10 competências gerais da BNCC: entenda cada uma de forma simples

As 10 Competências Gerais definem os conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que os estudantes brasileiros devem desenvolver ao longo da Educação Básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio. As Competências Gerais da BNCC esclarece que tipo de cidadãos a BNCC deseja formar e que sociedade eles deverão ser capazes de construir. 

1. CONHECIMENTO

Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. PENSAMENTO CIENTÍFICO, CRÍTICO E CRIATIVO

Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. REPERTÓRIO CULTURAL

Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. COMUNICAÇÃO

Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. CULTURA DIGITAL

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. TRABALHO E PROJETO DE VIDA

Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. ARGUMENTAÇÃO

Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. AUTOCONHECIMENTO E AUTOCUIDADO

Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. EMPATIA E COOPERAÇÃO

Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. RESPONSABILIDADE E CIDADANIA

Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

Adaptado de: BRASIL, p.9-10, 2018.
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quarta-feira, 27 de julho de 2022

As Fases do Desenvolvimento do Desenho Infantil: Como a Criança Evolui ao se Expressar pelo Desenho


O desenho é anterior á linguagem escrita e é considerado uma das antigas formas de comunicação do ser humano (desenhos rupestres).

É uma fonte frutífera de informação e compreensão da personalidade, sendo que ele não se constitui uma reprodução fiel da realidade e sim uma interpretação da realidade: uma maneira de ver as coisas e de se colocar diante delas.

Segundo a psicanálise o inconsciente fala por meio de imagens simbólicas... 
E segundo Lowenfeld o desenho tem as seguintes fases:

GARATUJA DESORDENADA (1 A 2 ANOS):

Não tem consciência de que o risco é consequência de seu movimento com o lápis
 (RELAÇÃO TRAÇO-GESTO).

Não olha para o que faz. Segura o lápis de várias maneiras, com as duas mãos alternadamente. Todo o corpo acompanha o movimento. Faz figuras abertas (linhas verticais ou horizontais), num movimento de vaivém.

GARATUJA ORDENADA (A PARTIR DE 2 ANOS):

Descobre a relação gesto-traço e se entusiasma muito. Passa a olhar o que faz, começa a controlar o tamanho, a forma e a localização no papel. Varia as cores intencionalmente. Começa a fechar suas figuras de formas circulares ou espiraladas.

GARATUJA NOMEADA (A PARTIR DOS 3 ANOS):

Representa intencionalmente um objeto concreto, através de uma imagem gráfica. Passa mais tempo desenhando. Distribui melhor os traços pelo papel descrevendo verbalmente o que fez e começa a anunciar o que vai fazer.
Alguns movimentos circulares associados a verticais começam a dar forma a uma figura humana (esquema céfalo-caudal: a cabeça vai ser desenhada maior que o corpo.

PRÉ-ESQUEMÁTICA (4 AOS 6 ANOS):

Nessa fase aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Quanto aos espaços, os desenhos são dispersos inicialmente, não relacionados entre si. A representação da figura humana evolui em complexidade e organização: aparecem lentamente os braços, as mãos, os pés, muitas vezes com vários dedos, radiados, e às vezes aparece o corpo.

A criança desta fase ainda não é capaz de organizar graficamente um todo coerente. Os objetos são desenhados de forma solta e a relação entre eles é subjetiva (posição satélite). Em relação a cor, a escolha é subjetiva e ligada as emoções do vivido.

A elaboração da figura humana está intimamente ligada á significação simbólica que as diversas partes do corpo têm para sua história pessoal, para a forma como a criança se percebe frente ao mundo. Assim, omissões, sombreamentos ou distorções podem representar conflitos internos. 
Enfim, é muito importante a criança ter oportunidade de se expressar seja através de desenho ou brincadeira.

Dessa forma, estará vivenciando questões internas (muitas vezes conflitantes), ou seja, através do desenho e/ou brincadeira a criança "põe para fora" aquilo que ainda não dá conta de resolver.
E cabe a nós, professores estarmos atentos as várias maneiras de expressões não-verbais (tão importantes quanto as convencionais), pois elas podem nos dar indícios do que a criança vive, experimenta ou sente.

Portanto, fiquemos atentos!

Referências bibliográficas:
•Avaliação Psicopedagógica da criança de 0 a 6 anos/Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa (orgs.) – Petropólis, RJ: Vozes, 1994.
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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Teóricos da educação: quem são e por que você precisa conhecê-los

 Neste post listamos alguns dos principais teóricos da educação e, podemos afirmar que são cobrados nas provas de concurso para professor. 


Certamente existem outros teóricos, mas aqui você pode conferir um breve resumo dos principais autores da Educação, sua respectiva teoria e  livro.

Para quem está cursando Pedagogia e pretende ingressar no mundo da Educação, é sem dúvida, imprescindível estudar e pesquisar sobre os pensadores da pedagogia.

Conhecer os teóricos da educação é de suma importância para o professor, pois auxiliam no aumento do conhecimento e melhoram a formação.

Para os pedagogos que pretendem ingressar na carreira pública, através de concurso, as listas resumidas de teorias facilitam o estudo e garantem a assimilação mais rápida do conteúdo.

Existem atualmente uma infinidade de conteúdos e hoje listamos os nomes de 9 teóricos que contribuíram na história da Educação. 

Conheça a seguir:

Começamos com um dos principais teóricos, PAULO FREIRE, colocou em foco a criticidade na infância. Paulo Freire é conhecido mundialmente e foi o mais memorável educador brasileiro. Ele propôs a criticidade dos alunos em sala de aula, condenando o ensino que era oferecido pelas escolas, voltadas para o ensino da elite, deixando muitos alunos sem receber uma educação de qualidade, qualificada como educação bancária. E ainda, criticava a ideia de transmitir conhecimento de professor para aluno. Para ele, ninguém ensina nada a ninguém, o indivíduo precisa aprender entre si e ser mediado pelo mundo. 

Indicação de livro: Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire, Editora Paz e terra, 1996.

MARIA MONTESSORI,  idealizou uma Educação para a vida.Montessori foi a primeira mulher a se formar em medicina em seu país, também foi pioneira na pedagogia, quando focou na auto- educação do aluno, contra o papel do professor como fonte única de conhecimento. Para Montessori, a educação é uma conquista da criança, pois já nascemos com a capacidade de ensinar a nós mesmos, caso tenhamos condições para isso. A base de sua teoria é a individualidade, atividade e a liberdade do aluno, com foco no conceito individual como simultaneamente, sujeito e objeto do ensino. Ela defendia a Educação além do acúmulo de informações, para Montessori, o objetivo da escola é a formação integral da criança.

Indicação de livro: A descoberta da criança. Pedagogia científica, Maria Montessori, Editora Kirion, 1997.

JEAN PIAGET, também um dos teóricos mais estudados para concurso de professor, favoreceu a atividade mental do aluno. Piaget foi um dos teóricos mais influentes na educação, chegando se tornar sinônimo de Pedagogia. Embora nunca tenha atuado como pedagogo, e nem possui um método próprio, ele dedicou sua vida a observação científica rigorosa da aquisição do conhecimento pela criança. Ele criou um campo de investigação que chamou de epistemologia genética, teoria que foi centrada no desenvolvimento natural da criança. Segundo Piaget, o pensamento infantil passa por quatro estágios de desenvolvimento, são eles: fase sensório-motora: nascimento até cerca de 2 anos, fase pré-operacional: de 2 a 7 anos, estágio operacional concreto: 7 a 11 anos e estágio operacional formal: 11 anos ou mais. Uma das grandes contribuições de Piaget foi o raciocínio lógico matemático, fundamental na escola, segundo ele, este conhecimento só pode ser ensinado dependendo da estrutura de conhecimento da criança.

Indicação de livro: A psicologia da criança, Paulo Jean Piaget, Bertrand Brasil, 1990.

LEV VYGOTSKY, também está na lista dos teóricos da educação, contribuiu com a experiência relação homem e mundo. Vygotsky morreu de forma prematura a mais de 70 anos, porém, suas obras ainda continuam em debate em diversos países até os dias atuais. Ele atribuía um papel importante as relações sociais e ao desenvolvimento intelectual, por isso a corrente pedagógica que teve origem pelo seu pensamento ficou conhecida como sócio-construtivista ou sócio-interacionismo. O pensador da ênfase ao social e ao interpessoal, em oposição a Jean Piaget que atribui o conhecimento a processos internos. Embora discordassem, suas obras normalmente complementam uma a outra, formando novos métodos de ensino. Segundo Vygotsky o aprendizado decorre da compreensão do homem como um ser que se forma em contato com a sociedade, ou seja, “na ausência do outro, o homem não se constrói homem”, segundo ele. Para o pensador, a formação acontece na relação dialética entre o sujeito e a sociedade ao seu redor, e essa relação não é passível de generalização. O mais importante na teoria de Vygotsky é a interação que cada um estabelece com o ambiente, chamando de experiência pessoalmente significativa.

Indicação de livro: Pensamento e linguagem, Lev Vygotsky, Editora Martins Fontes, 1991

CELESTIN FREINET, mestre do trabalho e bom senso, dos pensadores. Listamos também Freinet, educador que, em meados do século XX, lutou contra o ensino tradicional, centrado no professor e na cultura enciclopédica. Trouxe uma educação ativa e popular, tanto para a organização da rede de ensino como no aprendizado em si. Ele acreditava que era necessário transformar a escola por dentro, pois é dela que se manifestam as contradições sociais. Para Freinet, o trabalho e a cooperação vêm em primeiro lugar, defendendo que “não é o jogo que é natural da criança, mas sim o trabalho”, seu maior objetivo é criar uma escola do povo.

Indicação de livro: Uma pedagogia de atividade e cooperação, Celestin Freinet, Editora Vozes, 2010

HENRI WALLON, defende o processo de evolução individual. Wallon defende o processo de evolução do indivíduo que depende da capacidade biológica em conjunto com o meio ambiente, afetando de alguma forma seu desenvolvimento. Ao nascer, segundo Henri, a pessoa nasce com um aparelho fonador em ótimas condições, mas só vai atingir o desenvolvimento, quando estiver em um ambiente que o estimule a aprender. Wallon, assim como Piaget, divide o desenvolvimento da criança em cinco etapas, sendo elas: impulsivo-emocional; sensório-motor e projetivo; personalismo; categorial; e puberdade e adolescência. Ao longo do processo de desenvolvimento, a afetividade e a inteligência se alternam, embora não sejam funções exteriores uma a outra, ao reaparecer como atividade dominante, uma incorpora as conquistas da outra.

Indicação de livro: Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil, Henri Wallon, Editora Vozes, 2011

JOHN DEWEY, defensor da instituição democrática. A teoria de Dewey se inclui na educação progressista, com o objetivo de educar a criança como um todo, no crescimento físico, emocional e intelectual. O princípio de Dewey é que os alunos aprendem realizando tarefas associadas ao conteúdo ensinado. Para ele, é preciso incluir atividades manuais e criativas para que as crianças sejam estimuladas a experimentar e pensar por si mesmas. Dewey defendia a democracia não só no campo institucional, mas também no interior das instituições.

Indicação de livro: John Dewey / Robert B. Westbrook; Anísio Teixeira, José Eustáquio Romão,Verone Lane Rodrigues (org.). – Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora
Massangana, 2010

HOWARD GARDNER, o teórico que defende a diversidade da inteligência. Dos pensadores, este se dedica a estudar a forma como o pensamento se organiza, entrando em um grande conflito quando alega que a inteligência não pode ser medida pelo raciocínio lógico- matemático, geralmente sendo o mais valorizado nas instituições. Para o pensador há vários tipos de inteligência: musical, espacial, linguística, interpessoal, intrapessoal, corporal, naturalista e existencial, se tornando a teoria das inteligências múltiplas, que atraiu a atenção dos professores, fazendo com que suas teorias se aproximassem do universo educacional.

Indicação de livro: Inteligências múltiplas ao redor do mundo, Howard Gardner, Editora Artimed, 2010.

JOSÉ CARLOS LIBÂNEO, em sua teoria o autor destaca a busca de uma educação transformadora. Para este autor, tenho preferência do livro que indiquei. Para Libâneo, a educação deve servir como instrumento de luta para a transformação dos conceitos sociais. Através do conhecimento, que possibilita a liberdade intelectual e a política, para que as pessoas pudessem dar o real valor a informação, julgando de forma mais crítica e tomando decisões livres. A preparação dos alunos para o processo produtivo e para a vida em sociedade deve envolver conceitos, habilidades, valores e atitudes que propiciem uma visão em conjunto, levando o indivíduo a ter capacidade de tomar decisões, fazer análises, interpretar informações, trabalhar em equipe, dentre outros. Em segundo plano, Libâneo auxilia os alunos nas competências de pensar de forma autônoma, crítica e criativa para desenvolver meios de busca pela informação.

Indicação de livro: Democratização da escola pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos, José Carlos Libâneo, Edições Loyola, 1985.

Referências
Revista nova escola
Fundação telefônica-Educação

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