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terça-feira, 17 de março de 2026

Alfabetização: qual o ponto de partida?

Quando falamos em alfabetização, muita gente pensa logo em letras, sílabas e atividades repetitivas. Mas a verdade é outra.

O melhor ponto de partida é algo que já faz sentido para a criança: o próprio nome.

O nome próprio é a primeira palavra que a criança reconhece como parte de quem ela é. Existe vínculo, emoção e interesse. E sem interesse, não tem aprendizagem de verdade.

Quando a criança começa a explorar o próprio nome, ela não está apenas decorando letras. Ela começa a perceber sons, identificar repetições e criar hipóteses sobre a escrita. Isso é consciência fonológica acontecendo na prática.

Além disso, escrever o nome fortalece a coordenação motora fina. A criança treina o traçado das letras, desenvolve o controle dos movimentos e melhora a relação entre olho e mão.

Mas não para por aí.

Trabalhar com o nome também fortalece a identidade e a autoestima. A criança se reconhece, se sente importante e passa a valorizar também o nome dos colegas. Isso cria um ambiente mais acolhedor e significativo.

Com o nome como base, ela começa a entender o sistema de escrita:
a ordem das letras, a direção da escrita, o uso de maiúsculas e minúsculas e até a quantidade de sílabas.

E quando você usa atividades com nomes, como jogos, listas e brincadeiras, ainda estimula a interação social. A aprendizagem deixa de ser solitária e passa a ser coletiva.

No fim das contas, o nome próprio não é só o começo.
Ele é a base de uma alfabetização com sentido.

Porque quando a criança aprende com algo que tem significado, ela aprende de verdade.

Espero que tenham gostado!!! 
 Até a próxima!!
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

O prazer da leitura, por Rubem Alves: uma reflexão que todo educador precisa ler


Alfabetizar é ensinar a ler. 

A palavra alfabetizar vem de "alfabeto". "Alfabeto" é o conjunto das letras de uma língua, colocadas numa certa ordem. É a mesma coisa que "abecedário". 
A palavra "alfabeto" é formada com as duas primeiras letras do alfabeto grego: "alfa" e "beta". E "abecedário", com a junção das quatro primeiras letras do nosso alfabeto: "a", "b", "c" e "d". Assim sendo, pensei a possibilidade engraçada de que "abecedarizar", palavra inexistente, pudesse ser sinônimo de "alfabetizar"...

"Alfabetizar", palavra aparentemente inocente, contém a teoria de como se aprende a ler. Aprende-se a ler aprendendo-se as letras do alfabeto. Primeiro as letras. Depois, juntando-se as letras, as sílabas. Depois, juntando-se as sílabas, aparecem as palavras...

E assim era. Lembro-me da criançada a repetir em coro, sob a regência da professora: "bê-á-bá; bê-e-bê; bê-i-bi; bê-ó-bó; bê-u-bu"... Estou a olhar para um postal, miniatura de um dos cartazes que antigamente se usavam como tema de redação: uma menina deitada de bruços sobre um divã, queixo apoiado na mão, tendo à sua frente um livro aberto onde se vê "fa", "fe", "fi", "fo", "fu"...

Se é assim que se ensina a ler, ensinando as letras, imagino que o ensino da música se deveria chamar "dorremizar": aprender o dó, o ré, o mi... Juntam-se as notas e a música aparece! Posso imaginar, então, uma aula de iniciação musical em que os alunos ficassem a repetir as notas, sob a regência da professora, na esperança de que, da repetição das notas, a música aparecesse...

Todo a gente sabe que não é assim que se ensina música. A mãe pega no bebê e embala-o, cantando uma canção. E a criança percebe a canção. O que o bebê ouve é a música, e não cada nota, separadamente! E a evidência da sua compreensão está no fato de que ele se tranquiliza e dorme – mesmo nada sabendo sobre notas!
Eu aprendi a gostar de música clássica muito antes de saber as notas: a minha mãe tocava-as ao piano e elas ficaram gravadas na minha cabeça. Somente depois, já fascinado pela música, fui aprender as notas – porque queria tocar piano. A aprendizagem da música começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o conhecimento das partes.

Isto é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a história. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. A criança volta-se para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está a ler.

Num primeiro momento, as delícias do texto encontram-se na fala do professor. Usando uma sugestão de Melanie Klein, o professor, no ato de ler para os seus alunos, é o "seio bom", o mediador que liga o aluno ao prazer do texto. Confesso nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise sintática. Não foi nelas que aprendi as delícias da literatura. Mas lembro-me com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não eram aulas. Eram concertos. A professora lia, interpretava o texto, e nós ouvíamos, extasiados. Ninguém falava.

Antes de ler Monteiro Lobato, eu ouvi-o. E o bom era que não havia exames sobre aquelas aulas. Era prazer puro. Existe uma incompatibilidade total entre a experiência prazerosa da leitura – experiência vagabunda! – e a experiência de ler a fim de responder a questionários de interpretação e compreensão. Era sempre uma tristeza quando a professora fechava o livro...

Vejo, assim, a cena original: a mãe ou o pai, livro aberto, a ler para o filho... Essa experiência é o aperitivo que ficará para sempre guardado na memória afetiva da criança. Na ausência da mãe ou do pai, a criança olhará para o livro com desejo e inveja. Desejo, porque ela quer experimentar as delícias que estão contidas nas palavras. E inveja, porque ela gostaria de ter o saber do pai e da mãe: eles são aqueles que têm a chave que abre as portas de um mundo maravilhoso!

Roland Barthes faz uso de uma linda metáfora poética para descrever o que ele desejava fazer, como professor: maternagem – continuar a fazer aquilo que a mãe faz. É isso mesmo: na escola, o professor deverá continuar o processo de leitura afetuosa. Ele lê: a criança ouve, extasiada! Seduzida, ela pedirá: Por favor, ensine-me! Eu quero poder entrar no livro por minha própria conta...

Toda a aprendizagem começa com um pedido. Se não houver o pedido, a aprendizagem não acontece. Há aquele velho ditado: É fácil levar a égua até ao meio do ribeirão. O difícil é convencer a égua a beber. Traduzido pela Adélia Prado: Não quero faca nem queijo. Quero é fome. Metáfora para o professor.

Todo o texto é uma partitura musical. As palavras são as notas. Se aquele que lê é um artista, se ele domina a técnica, se ele desliza sobre as palavras, se ele está possuído pelo texto – a beleza acontece. E o texto apossa-se do corpo de quem ouve. Mas se aquele que lê não domina a técnica, se luta com as palavras, se não desliza sobre elas – a leitura não produz prazer: queremos logo que ela acabe.

Assim, quem ensina a ler, isto é, aquele que lê para que os seus alunos tenham prazer no texto, tem de ser um artista. Só deveria ler aquele que está possuído pelo texto que lê. Por isso eu acho que deveria ser estabelecida nas nossas escolas a prática dos "concertos de leitura". Se há concertos de música erudita, jazz – por que não concertos de leitura? Ouvindo, os alunos experimentarão o prazer de ler.

E acontecerá com a leitura o mesmo que acontece com a música: depois de termos sido tocados pela sua beleza, é impossível esquecer. A leitura é uma droga perigosa: vicia... Se os jovens não gostam de ler, a culpa não é só deles. Foram forçados a aprender tantas coisas sobre os textos – gramática, usos da partícula "se", dígrafos, encontros consonantais, análise sintática – que não houve tempo para serem iniciados na única coisa que importa: a beleza musical do texto. E a missão do professor?

Acho que as escolas só terão realizado a sua missão se forem capazes de desenvolver nos alunos o prazer da leitura. O prazer da leitura é o pressuposto de tudo o mais. Quem gosta de ler tem nas mãos as chaves do mundo. Mas o que vejo a acontecer é o contrário. São raríssimos os casos de amor à leitura desenvolvido nas aulas de estudo formal da língua

Paul Goodman, controverso pensador norte-americano, diz: Nunca ouvi falar de nenhum método para ensinar literatura (humanities) que não acabasse por matá-la. Parece que a sobrevivência do gosto pela literatura tem dependido de milagres aleatórios que são cada vez menos frequentes.

Vendem-se, nas livrarias, livros com resumos das obras literárias que saem nos exames. Quem aprende resumos de obras literárias para passar, aprende mais do que isso: aprende a odiar a literatura.

Sonho com o dia em que as crianças que leem os meus livrinhos não terão de analisar dígrafos e encontros consonantais e em que o conhecimento das obras literárias não seja objeto de exames: os livros serão lidos pelo simples prazer da leitura.

Rubem Alves
Gaiolas ou Asas – A arte do voo ou a busca da alegria de aprender
Porto, Edições Asa, 2004
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quarta-feira, 3 de abril de 2024

Um bichinho diferente: plano de aula com alfabeto para aprender brincando

O objetivo desta aula é trabalhar com o alfabeto para que as crianças percebam as letras que fazem parte dele e que estão organizadas em uma ordem. 



PLANO DE AULA

CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS ARTICULADOS

(    ) O eu, o outro e o nós 

(    ) Corpo, gestos e movimentos

(    ) Traços, sons, cores e formas

( X ) Escuta, fala, escrita, pensamento e imaginação

(    ) Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

(    ) Mundo social e natural - investigação, relação, transformação e preservação


SABERES E CONHECIMENTOS
        Utilização de aspectos convencionais da escrita (uso de letras, alinhamento, orientação etc.). 

 

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

        (CG.EI03EF07a.d) Reconhecer as letras do alfabeto nas diferentes situações da rotina.


 

ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS


1º MOMENTO

Apresentar aos alunos a história do bichinho diferente, preferencialmente utilizando algum tipo de recurso: imagens, luva de história. 

Após contação, realizar alguns questionamentos sobre a história. Vocês perceberam quantas patinhas esse bichinho tem? 

2º MOMENTO 

Relacionando a quantidade de patinhas, realizar leitura coletiva das letras do alfabeto no painel da sala. 


3º MOMENTO

Solicitar que façam a ilustração da história contada. Lembrar que devem colocar as patinhas e que cada uma representa uma letrinha do alfabeto. 

Ao fim expor a atividade na sala.

RECURSOS UTILIZADOS NA AULA

Recurso para contação de história, painel do alfabeto, papel sulfite, lapis de cor, canetinha, 


Só para apreciação... olhem como ficou esta atividade realizada com minha turma de grupo 5.

Após a contação da história montei este painel com as crianças, elas ajudaram colando as patinhas e depois todos escreverem o nome.



DESENHO DOS ALUNOS











Espero que gostem!!!! 
Fiquem com Deus!!! 
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Alfabeto cursivo para painel...



Quer baixar o alfabeto completo??? Clique na imagem abaixo


Espero que tenham gostado!!! 
 Até a próxima!!
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Alfabeto com os 4 tipos de letras: modelo simples para imprimir






 Quer baixar o alfabeto completo??? Clique na imagem abaixo.

 Espero que tenham gostado!!! 
 Até a próxima!!
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sábado, 3 de fevereiro de 2024

O Alfabeto não pode faltar!

Olá...realizando uma pesquisa para organização da minha sala de aula deste ano, encontrei esse texto da revista NOVA ESCOLA, achei muito interessante e resolvi compartilhar.


O ALFABETO NÃO PODE FALTAR!
Ferramenta indispensável nas salas de séries iniciais, 
o alfabeto ajuda as crianças a tirar dúvidas sobre a grafia das letras com autonomia.

Pendurado na parede desde o primeiro dia de aula, ele ocupa uma posição central na classe - de preferência, acima do quadro, no campo de visão de todos os alunos. 

Material de apoio precioso para um ambiente alfabetizador na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental, é a ele que os pequenos recorrem quando querem encontrar uma letra e saber como grafá-la. Se sabem que "gato" se escreve com G, mas esqueceram o jeitão dele, é só caminhar pela sequência de letras até encontrá-lo. Se na hora de escrever "mar" bater a dúvida de quantas perninhas tem o M, a resposta também está lá. O alfabeto da classe é um companheiro permanente para quem ensaia os primeiros passos no universo da escrita.

Não espanta o consenso de que um alfabeto, organizado em cartazes ou painéis de tamanho razoável, deve estar presente em toda - sim, em toda - sala de alfabetização inicial. Afinal, ele é um precioso instrumento de consulta para as situações de escrita, uma das quatro situações didáticas mais importantes nesse processo (as outras três são a leitura pelo professor, a leitura pelo aluno e a produção oral com destino escrito, quando o professor atua como escriba). Se você leciona para pré-escola, 1º ou 2º ano, precisa dominar essas práticas.

Para que o alfabeto realmente ajude na compreensão do funcionamento da escrita, é preciso saber usá-lo. Isoladamente, ele não é nada além de uma lista de letras. Apenas mandar a garotada ler a sequência de A a Z não faz ninguém avançar na alfabetização. "Memorizar a ordem das letras é importante, mas esse saber deve ser acionado pelas crianças durante atividades de reflexão sobre a escrita", afirma Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

Atenção, porém, antes de produzir o alfabeto da classe. 

O alfabeto deve ter letras de imprensa, sem decorações

Ainda são muito comuns os modelos que trazem as letras de A a Z decoradas, com figuras cuja inicial é a letra em questão. Assim, o B, por exemplo, vem adornado por uma asa de borboleta, com um contorno que se mistura ao da letra. Não é o ideal, pois a associação com desenhos confunde a criança. 

"Nessa fase inicial de aprendizado, ela imita a escrita e ainda não consegue determinar com clareza o que é central e o que é periférico, o que realmente faz parte da letra e o que é somente um enfeite. 
Por isso, qualquer elemento supérfluo acaba sendo reproduzido", argumenta Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA. 

O melhor é que o alfabeto seja composto de letras de imprensa maiúsculas, de contornos mais limpos e claramente identificáveis quando reunidos em palavras.

Depois que os pequenos já entenderam o que a escrita representa e como ela se organiza, aí, sim, você deve mostrar outros tipos de letra, como a de imprensa minúscula (o que vai ampliar a compreensão de livros, jornais, revistas e outros materiais impressos) e a cursiva maiúscula e minúscula (facilitando o contato com notas e bilhetes manuscritos e produções escolares). 

Novamente, essa etapa também pode se beneficiar da colaboração de um alfabeto pendurado na parede - dessa vez, um modelo um pouco mais sofisticado, com a letra maiúscula em destaque e os outros quatro tipos correspondentes logo abaixo.


CLIQUE AQUI E VEJA UM MODELO DE ALFABETO SIMPLES COM OS 4 TIPOS DE LETRAS.


VEJA MAIS MODELOS DE ALFABETOS. CLIQUE AQUI

Espero que tenham gostado!!! 
 Até a próxima!!
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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Parlenda: plano de aula lúdico para trabalhar linguagem e ritmo

 
CAMPOS DE EXPERIENCIAS ARTICULADOS 
( ) O eu, o outro e o nós 
( ) Corpo, gestos e movimentos 
( X ) Traços, sons, cores e formas 
( X ) Escuta, fala, escrita, pensamento e imaginação 
( ) Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações 
( ) Mundo social e natural - investigação, relação, transformação e preservação 

SABERES E CONHECIMENTOS 
• Exploração da sonoridade das palavras e recitação de parlendas, adivinhas, canções, poemas e trava-línguas 
• Ampliação do repertório de gêneros discursivos escritos por meio da leitura, tramas e formas de organização: contos, histórias, poemas, parlendas, trava-línguas, quadrinhas, adivinhas, fábulas, história em quadrinhos, tirinhas e textos de memória. 
• Valorização e apreciação de suas próprias produções artísticas, bem como das produções de outras crianças, desenvolvendo o respeito e o cuidado com os materiais e o espaço 

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
• (CG.EI03EF07.s) Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura 
• (CG.EI03EF03b.d) Participar de situações de leitura e escrita coletiva de: listas, bilhetes, recados, convites, cantigas, textos e receitas, tendo ou não o professor como modelo de leitor e escriba. 
• (CG.EI03TS02.s) Expressar-se livremente, por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais

Atividade coletiva


Atividade individual

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Dicas para Alfabetização

Para Alfabetizar os Alunos
  •  organize a classe de maneira que todos os alunos possam participar dos projetos
  • leia diariamente para eles
  • escreva na lousa ou num cartaz o título do texto lido e o nome dos personagens (se houver)
  • peça que reproduzam o que você leu, como souberem
  • coloque material de leitura ao alcance dos alunos
  • comente sobre livros ou outros textos que você leu e achou interessantes
  • trabalhe com textos que permitam memorização, organize coletâneas com eles e incentive o aluno a fazer leitura de memória
  • leve para a sala de aula embalagens vazias, folhetos de propaganda, catálogo de livros etc
  • crie situações em que a escrita se faça necessária
  • faça produção coletiva de textos
  • procure ler o que os alunos rabiscam ou tentam escrever - traduza para a escrita convencional
  • distribua letras móveis e desafie-os a formar e ler palavras
  • ofereça jogos e incentive-os a jogar
  • elogie todas as tentativas dos alunos.
Bjus e fiquem com Deus!
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terça-feira, 4 de outubro de 2022

Como despertar o gosto pela leitura nas crianças (mesmo quando elas não querem ler)


A coisa mais simples e também a mais importante que os adultos podem fazer para ajudar as crianças na fase da Educação Infantil é criarem o hábito de buscarem o conhecimento do qual elas irão precisar, para serem bem sucedidas na vida pessoal e profissional, e faz isso simplesmente ao ler alto para elas, começando com isto desde cedo.
A habilidade para ler e entender o que está escrito capacita as crianças a serem auto suficientes, a serem melhores estudantes, mais confiantes, levando-as desse modo às melhores oportunidades na vida profissional e a uma vida mais divertida, tranquila e agradável.
Veja a seguir, pequenas coisas que os Pais, Avós, Professores e outros parentes dispostos a ajudar, podem fazer para auxiliar as crianças a aprenderem e a criar gosto pela leitura.

1- Leia em Voz Alta, para seu filho diariamente. Do nascimento até os seis meses, ele provavelmente não vai entender nada do que você está lendo, mas tudo bem assim mesmo.

2- A ideia é que ele fique familiarizado com o som de sua voz e se acostume a ver e a tocar em Livros.

3- Para começar, use Livros Ilustrados sem textos ou com bem poucas palavras. Aponte para as cores e figuras e diga seus nomes. Livros simples podem ensinar a criança coisas que mais tarde vão ajuda-la a aprender a ler.

4- Por exemplo, ela aprenderá sobre a estrutura da linguagem - que existem espaços entre as palavras e que a escrita vai da esquerda para a direita.

5- Conte Histórias. Encoraje sua criança a fazer perguntas e a falar sobre a história que acabou de ouvir. Pergunte-lhe se pode adivinhar o que vai acontecer em seguida conforme for contando a história, com os personagens ou coisas da trama. Aponte para as coisas no livro que ela possa associar com o seu dia a dia. "Veja este desenho de macaco. Você lembra do macaco que vimos no Circo?"
6-Procure por Programas de Leitura. Se você não for um bom leitor, programas voluntários ou governamentais, na sua comunidade ou cidade, voltados para o desenvolvimento da leitura, lhe darão a oportunidade de melhorar sua própria leitura ou então ler para seu filho. Amigos e parentes podem também ler para seu filho, e também pessoas voluntárias que na maioria dos centros comunitários ou outras instituições estão disponíveis e gostam de fazer isso.

7-Compre um Dicionário Infantil. Procure por um que tenha figuras ao lado das palavras. Então comece a desenvolver o hábito de brincando com a criança, provoca-la dizendo frases tais como: "Vamos descobrir o que isto significa?"

8-Faça com que Materiais de Escrever, tais como lápis, giz de cera, lápis coloridos, canetas, etc, estejam sempre disponíveis e a vista de todos.

9-Procure assistir programas Educativos na TV e Vídeo. Programas infantis onde a criança possa se divertir, aprender o alfabeto e os sons de cada letra.

10-Visite com frequência uma Biblioteca. Comece fazendo visitas semanais à biblioteca ou livraria quando seu filho for ainda muito pequeno. Se possível cuide para que ele tenha seu próprio cartão de acesso e empréstimo de livros. Muitas bibliotecas permitem que crianças tenham seus próprios cartões personalizados com seu nome impresso, caso ela queira, exigindo apenas que um adulto seja o responsável e assine por ela.

11-Leia você mesmo. O que você faz serve de exemplo para o seu filho.

LEIA O MÁXIMO QUE PUDER...
Espero que tenham gostado...até a próxima!

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quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Política Nacional de Alfabetização: o que todo professor precisa saber

 A Política Nacional de Alfabetização (PNA), instituída pelo Decreto nº 9.765, de 11 de abril de 2019e conduzida pelo Ministério da Educação por meio da Secretaria de Alfabetização (Sealf). 

Somente com o trabalho colaborativo de famílias, professores, escolas, redes de ensino e poder público será possível elevar a qualidade da alfabetização e combater o analfabetismo em todo o território brasileiro.

Clique na imagem e conheça mais sobr o PNA.

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sexta-feira, 27 de maio de 2022

Educação infantil: trabalhando com poesia

Como escolher as poesias para trabalhar com as crianças?

           A criança gosta de coisas bonitas e motivadoras, por isso poesias curtas e que apresentem rimas com as palavras são as preferidas.
          Se forem acompanhadas de suspiros, gritos, sustos, enfim, qualquer tipo de encenação, com certeza chamarão a atenção.
          O interessante nessa faixa etária é que o professor traga o material concreto para ilustrar a poesia.
          Poesias que mexem com os sentimentos, que tratam de assuntos que as crianças entendem e vivam no seu cotidiano, assim como a dor, a tristeza, a felicidade, a amizade, a perda da mãe etc., podem ajudá-las a enfrentarem certos sentimentos que, as vezes, são tão difíceis de serem encarados e suportados.
          Assim, a meu ver, o trabalho com poesia na educação infantil se torna muito importante, pois além de ajudá-los a enfrentar situações diversas, como se expressar por exemplo, também se torna uma aula divertida e atrativa às crianças. Além do mais, o trabalho com poesia gera muitos tipos de brincadeiras, por exemplo: adivinhar o que tem na caixa (ou sacola) surpresa; sequência de imagens relacionadas a poesia, dramatizações, enfim, o trabalho com rima, poesia, texto poético, em geral, desenvolve o gosto pela leitura, pois a criança o faz de forma descontraída e divertida.
          Ao explorarem o vocabulário de diferentes e variadas poesias, as crianças estarão conhecendo novas palavras e aumentando sua possibilidades de expressão verbal. Precisamos de crianças leitoras e acima de tudo que sintam prazer em ler, assim é de grande importância que todos os professores de educação infantil deixe um momento de sua rotina para este tipo de atividade.
         Deixo agora dica de alguns poetas que apresentam inúmeros poemas para as crianças: Cecília Meireles, Chico Buarque de Holanda, Elias José, José Paulo Paes, Sérgio Caparelli, Vinícios de Moraes.
         Logo, postarei sugestões de atividades com poesias, rimas etc...

Que Deus abençoe e até a próxima postagem...
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sábado, 9 de abril de 2022

A conquista do nome próprio: vídeo para trabalhar identidade e alfabetização

 O trabalho com nome próprio é uma etapa fundamental para o início do processo de alfabetização, ainda na Educação Infantil.

Confira neste vídeo quatro exemplos de boas atividades desenvolvidas pela professora Alaide Nicoletti Deyrmendjian em uma das turmas do Infantil II na EMEI Dr. José Augusto César, em São Paulo.


Até a próxima!!!
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quinta-feira, 10 de março de 2022

Letras Bastão e Cursiva: Material Prático para Imprimir

 Olá seguidores e amigos...

diante às dificuldades dos meus alunos em relação as letras do alfabeto bastão e cursiva, montei esse arquivo, colarei a fichinha no caderno para que possam ter um apoio quando forem escrever. 

Espero que gostem...

Baixe o PDF AQUI

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quarta-feira, 10 de março de 2021

Nome próprio: plano de aula lúdico para alfabetização na Educação Infantil

laptop wave

Este planejamento foi utilizado na minha aula com a turma do Grupo 4, realizando uma atividade do Caderno de Atividades  elaborado pela rede em que trabalho para as aulas remotas.

Proposta do dia:  Nome Próprio

Motivação: Participação de situações de produção de escrita autônoma: escrita do próprio nome e nomes próprios, listas, títulos e legendas

Hipóteses de conquistas das crianças:

(EI03EF07b.d) Realizar tentativa de escrita do nome próprio, dos colegas da turma e de palavras significativas

Quais os campos de experiências serão contemplados?

(   ) Eu, o outro e o nós              

(   ) Corpo, gesto e Movimento           

(   ) Traços, sons, cores e formas           

( x ) Escuta, fala, escrita, pensamento e imaginação     

(   ) Espaço, tempo, quantidade, relações e transformações

(   ) Mundo social  e natural: investigação, relação, transformação e preservação            

Estrutura da proposta:   

Enviar no grupo uma saudação de início da aula.

Em seguida, enviar orientação quanto a atividade, explicando que para esta atividade primeiramente vamos assistir um vídeo com a leitura do poema – Nome da gente de Pedro Bandeira.


Em seguida, r
ealizar a atividade da pagina 11 do nosso Caderno de atividades.



Solicitar aos pais que tirem foto durante a realização das atividades e que enviem no grupo, se possível o que a criança expressou sobre o tema

Recursos:

·         Folha de atividade? ( x ) sim ou (  ) não -  Caderno de Atividades 1 ( página 11 )

·         Ferramentas digitais utilizadas na interação com as turmas:

(  ) Áudios Explicativos;         

( x ) Vídeos Aulas;           

( x ) Orientações Digitadas;

( x ) Fotos, Imagens;      

( x ) Vídeos e Áudios de Outras Mídias;

(  ) Outros.

Quais? _____________________________________________________________________

Pauta do olhar

Registro quanto à interação e participação das atividades durante a aula.

 

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sexta-feira, 5 de março de 2021

Alfabetização na prática: o que os estudos de Telma Weisz ensinam

Telma Weisz, especialista em Alfabetização e supervisora pedagógica do programa Ler e Escrever, fala sobre as pesquisas sobre a alfabetização, teoria do conhecimento e da aprendizagem, mostrando também, como as crianças passam da hipótese silábica de leitura para a silábico-alfabética.


A importância do estudo para os alfabetizadores
Alfabetização 1ª Parte
Alfabetização 2ª Parte
Alfabetização 4ª Parte
Alfabetização e contextos letrados - 5ª Parte
http://www.youtube.com/watch?v=uQEvUxA9NzI
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 1
http://www.youtube.com/watch?v=yeYB1X8pKRw
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 2
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 3
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 4
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 5
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 6
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 7
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 8
A Interpretação das Idéias Infantis sobre a Escrita -  1ª Parte Vídeo 9
Teoria do Conhecimento e da Aprendizagem Escolar-2ª Parte Vídeo 1
Teoria do Conhecimento e da Aprendizagem Escolar - 2ª Parte Vídeo 2
Teoria do Conhecimento e da Aprendizagem Escolar - 2ª Parte Vídeo 3
Teoria do Conhecimento e da Aprendizagem Escolar - 2ª Parte Vídeo 4
Teoria do Conhecimento e da Aprendizagem Escolar - 2ª Parte Vídeo 5
Teoria do Conhecimento e da Aprendizagem Escolar -  2ª Parte Vídeo 6
Teoria do Conhecimento e da Aprendizagem Escolar-2ª Parte Vídeo 7
A passagem da hipótese silábica para a silábica-alfabética
http://www.youtube.com/watch?v=L528KfHEQDs&feature=related

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Trenzinho das Vogais: um painel que as crianças amam

Modelo de painel para apresentar as vogais as crianças... achei na internet.

Com essas imagens pode ser feito uma atividade de colorir coletiva pelas crianças
e depois expor na sala de aula.




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