Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento Infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento Infantil. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Cantigas de roda: o aprendizado que vai muito além da música

Quem acha que cantiga de roda é só “brincadeirinha”, está perdendo uma das ferramentas mais ricas da educação infantil. Simples, acessíveis e cheias de significado, elas ensinam muito mais do que parecem.

E o melhor: a criança aprende sem nem perceber.


Por que as cantigas de roda são tão importantes?

As cantigas fazem parte da cultura popular e atravessam gerações. Aquela música que você cantava na infância… hoje ainda faz sentido na sala de aula.

Isso acontece porque elas trabalham o desenvolvimento da criança de forma completa.

Não é só cantar. É aprender brincando.

O que a criança aprende com cantigas de roda?

🎶 Musicalização - A criança começa a perceber sons, melodias e variações. Isso desenvolve sensibilidade musical desde cedo.


🗣️ Linguagem - As repetições ajudam na fala, ampliação do vocabulário e organização do pensamento. Criança que canta, se expressa melhor.


🕺 Ritmo e movimento - O corpo entra na brincadeira. A criança aprende a se movimentar no tempo da música, coordena melhor os gestos e ganha consciência corporal.


🤝 Socialização - Cantigas são coletivas. Tem troca, espera, respeito ao outro. Aqui a criança aprende a conviver de verdade.


🧠 Memória - Repetição + música = aprendizado que fica. A criança memoriza com facilidade e desenvolve atenção.

Muito além da música… 

As cantigas fortalecem vínculos. Entre as crianças. Entre criança e professor. Entre escola e cultura. É aquele momento em que todo mundo participa, se conecta e aprende junto. E isso, na educação infantil, vale ouro. 

Não é só colocar a música e pronto.  Participe junto, faça gestos, incentive as crianças a sugerirem cantigas, explore o corpo, o espaço e a interação. 

Quanto mais envolvimento, maior o aprendizado.

Se você ainda trata cantiga de roda como “tempo de preencher aula”, está deixando passar uma oportunidade enorme. Cantiga é estratégia. É desenvolvimento. É aprendizagem real. E mais importante: é infância acontecendo do jeito que tem que ser.


Leia Mais ››

domingo, 22 de março de 2026

O que a criança aprende desenhando?

Desenhar não é só brincar.
É aprender sem pressão, crescer sem perceber e se desenvolver de forma natural.

Se a criança desenha, ela está aprendendo. E muito. Desenhar é uma das atividades mais completas da infância. Enquanto parece simples, por trás do lápis tem um monte de coisa acontecendo no desenvolvimento da criança.

1. Desenvolve o pensamento

Quando a criança desenha, ela pensa, planeja e cria.
Ela decide o que fazer, como fazer e por onde começar. Isso estimula o raciocínio e a criatividade.

2. Fortalece a coordenação motora

Segurar o lápis, controlar o traço, pintar dentro (ou fora) do limite… tudo isso prepara a mão para a escrita.
Desenhar hoje é escrever melhor amanhã.

3. Ajuda na expressão emocional

Criança nem sempre sabe explicar o que sente… mas desenha.
O desenho vira linguagem. Medos, alegrias, inseguranças… tudo aparece ali.

4. Trabalha a percepção do mundo

Ao desenhar, a criança observa mais: cores, formas, tamanhos.
Ela começa a entender o mundo ao redor com mais atenção.

5. Estimula foco e concentração

Para desenhar, a criança precisa parar, prestar atenção e continuar até terminar.
Isso desenvolve paciência e persistência.

6. Aumenta a criatividade

No desenho, não existe certo ou errado.
Existe imaginação. E quanto mais a criança desenha, mais ela cria.

Espero que tenham gostado!!! 

Leia Mais ››

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Como estimular crianças bem pequenas (0 a 3 anos) na educação infantil


No dia a dia, pequenas ações como conversar, brincar e acolher já fazem toda a diferença no desenvolvimento infantil. Nessa fase, o mais importante não é antecipar conteúdos, mas garantir experiências que envolvam afeto, movimento e interação.

É aqui que a base de tudo começa.

O que são estímulos na primeira infância?

Estímulos são tudo aquilo que a criança vive, sente e experimenta. Não precisa de materiais caros ou atividades prontas. Estamos falando de coisas simples como:

✔ conversar olhando nos olhos
✔ cantar músicas
✔ brincar junto
✔ dar atenção de verdade

Mais importante do que o tipo de estímulo… é a forma como ele é oferecido.
Sem pressa. Sem cobrança. Com presença.

Por que estimular crianças de 0 a 3 anos é tão importante?

Porque é nessa fase que o cérebro mais se desenvolve.

Tudo o que a criança vive agora impacta:
✔ linguagem
✔ coordenação motora
✔ segurança emocional
✔ socialização

Se essa base não é bem construída, lá na frente aparecem dificuldades. E não é exagero.

O que trabalhar com crianças bem pequenas?

Na educação infantil, o foco não é conteúdo escolar. É desenvolvimento.

✔ Esquema corporal (conhecer o próprio corpo)
✔ Movimento (engatinhar, andar, explorar)
✔ Linguagem (escutar, imitar, falar)
✔ Socialização (conviver, esperar, dividir)
✔ Vínculo afetivo (sentir segurança)

Sem isso, não adianta querer “ensinar conteúdo”.

Como estimular crianças bem pequenas no dia a dia

Agora vamos pro que interessa: prática real 👇

👶 0 a 1 ano

  • Converse o tempo todo
  • Cante músicas
  • Olhe nos olhos
  • Ofereça objetos para explorar
  • Incentive o movimento

👉 Aqui o bebê aprende pelo vínculo e pelas sensações.

🚼 1 a 2 anos

  • Deixe a criança explorar o ambiente
  • Incentive a autonomia (comer, pegar objetos)
  • Use músicas e histórias
  • Brinque de imitar sons e gestos

👉 É fase de descoberta intensa.

🧒 2 a 3 anos

  • Estimule a fala com conversas e perguntas
  • Use brincadeiras de faz de conta
  • Ofereça atividades simples (encaixe, desenho, movimento)
  • Trabalhe regras básicas (esperar, compartilhar)

👉 Aqui começa a construção da autonomia e da linguagem.

 Erros comuns ao estimular crianças pequenas

Vou ser bem direta aqui:

❌ Excesso de atividades prontas
❌ Foco só em “folhinha”
❌ Cobrança além da idade
❌ Pouca interação com a criança

Isso não estimula. Isso trava o desenvolvimento.

O que realmente faz diferença

A verdade é simples: A criança não precisa de mil atividades. Ela precisa de alguém presente.

👉 É no brincar que ela aprende
👉 É no afeto que ela se desenvolve
👉 É na rotina simples que tudo acontece


Se você trabalha com crianças pequenas ou convive com elas no dia a dia, lembre disso:  Você não precisa fazer mais. Você precisa fazer melhor. 
Com intenção. Com presença. Com verdade.


Me conta: você já aplica esses estímulos no seu dia a dia ou ainda fica na dúvida do que fazer?


Leia Mais ››

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Porque desenhar é fundamental no desenvolvimento infantil?


Desenhar é muito mais do que apenas "fazer rabiscos" para passar o tempo. 

Para uma criança, o papel é um espaço de experimentação onde ela organiza o mundo e a si mesma.

Aqui estão os principais motivos pelos quais o desenho é fundamental no desenvolvimento infantil:

1. Desenvolvimento Motor e Cognitivo

O ato de segurar o lápis e controlar o traço é um exercício complexo de coordenação motora fina.

  • Preparação para a escrita: Dominar o movimento da mão e do pulso agora facilitará o aprendizado das letras no futuro.

  • Noção espacial: A criança aprende conceitos como em cima/em baixo, dentro/fora e proporção.

2. Expressão Emocional

Muitas vezes, a criança ainda não tem vocabulário para explicar o que sente. O desenho funciona como uma válvula de escape e uma forma de comunicação:

  • Ela projeta medos, alegrias e frustrações no papel.

  • Ajuda a processar eventos do dia a dia ou traumas de forma lúdica.

3. Estímulo à Criatividade e Resolução de Problemas

Quando uma criança desenha, ela está criando um mundo do zero. Ela precisa decidir: “Que cor terá esse sol?” ou “Como vou fazer para esse elefante caber na folha?”. Isso estimula o raciocínio lógico e a capacidade de inventar soluções originais.

4. Construção da Autoestima

Ao terminar um desenho e mostrá-lo aos pais ou professores, a criança sente uma sensação de conquista e autonomia. Validar esse esforço (mesmo que o desenho não seja "realista") reforça a confiança dela em suas próprias capacidades.


 


Evite perguntar "O que é isso?" (pois pode frustrar a criança se ela não conseguir explicar ou se o desenho for abstrato). Experimente dizer: "Me conta sobre o seu desenho!". Isso abre espaço para ela narrar a própria criação.

 

Leia Mais ››

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Literatura infantil: conceito, importância e aplicação na educação

A literatura infantil compreende vários gêneros e, de acordo com a idade,
a criança aceita melhor uns do que outros.
É importante conhecermos algumas características que definem se o texto é adequado
à faixa etária de cada criança.

ATÉ QUATRO ANOS

         A preferência é pelo gênero de história da vida real,

iniciando-se por volta dos três anos o interesse pelas histórias de bichinhos humanizados.
Os textos tem que ser bem curtos, com poucas palavras e, de preferência, com expressões repetidas. As gravuras devem ser bem grandes, pois as crianças pequeninas ainda tem dificuldade em perceber pequenos detalhes. As gravuras devem predominar sobre o texto. Não há propriamente enredo e o texto deve ser meramente descritivo. Entre um e dois anos a criança aprecia imagens como mamãe, casa, bichinho, flor, barco, e outros objetos do seu universo.
De dois a três anos a criança começa a perceber as ações e isso vai leva-lo à descoberta das relações entre os sujeitos e os objetos. A princípio ela só percebe: “bola, neném, boneca...”, mas depois ela diz: “neném joga a bola, a bola é do neném”. Etc.

ENTRE QUATRO E CINCO ANOS

o interesse ainda é grande pelas histórias da vida real que apresentem aspectos da vida do lar e da família, mas a preferência pelas histórias de bichinhos humanizados começa a se manifestar claramente. O enredo agora deve ser mais complicado, porém com texto ainda curto e que apresente muitas expressões repetidas. O enredo ainda não pode exigir muito da memória de fatos, deve ser simples e repetitivo. As histórias meramente descritivas não são mais do seu interesse.

ENTRE CINCO E SEIS ANOS 

 O gênero de preferência é notadamente o de bichinhos humanizados, mas surge o interesse por histórias da vida real relacionadas a fazendas (para crianças da cidade e vice-versa), circo, férias, aniversários, etc. nesta época começa a manifestar-se o interesse pelo mundo da fantasia e histórias de encantamento. A história da vida real precisa ter um pouco de magia e o enredo deve ter mais complexo, com memorização de um número maior de fatos e personagens. A repetição de expressões ainda é muito do agrado da criança. Nesta época , entre cinco e seis anos, a criança começa a manifestar uma grande capacidade de apreciação de textos rimados e adora ouvir, acompanhar o professor e repetir sozinha histórias rimadas, principalmente humorísticas.

FIQUEM COM DEUS!
Leia Mais ››

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

9 formas práticas de incentivar a leitura dos filhos no dia a dia


1 - Leia sempre.
É bom para você e excelente para seu filho, que seguirá seu exemplo naturalmente.

2 - Leia e conte histórias desde que ele for bebê.
Pesquisas comprovam que o contato com narrativas melhora o desempenho escolar no futuro.

3 - Dê livros , revistas e gibis de presente para ele e para os amigos.

4 - Deixe os livros ao alcance das mãos para que ele folheie, veja as figuras e invente histórias.

5 - Reserve um horário do dia para a leitura e transforme esse tempo em um momento de prazer - pode até estourar pipoca!

6 - Comente o livro com ele e o incentive a contar a história a alguém.

7 - Repita a leitura do mesmo livro quantas vezes ele quiser.

8 - Leve-o para explorar as bibliotecas e livrarias próximas de sua casa.

9 - Estimule atividades - jogos , receitas , mapas.

"A leitura nutre a inteligência!" (Sêneca)
Leia Mais ››

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Dez Direitos Naturais das Crianças - Rubem Alves


1. Direito ao ócio: 

Toda criança tem o direito de viver momentos de tempo não programado pelos adultos.

2. Direito a sujar-se: 

Toda criança tem o direito de brincar com a terra, a areia, a água, a lama, as pedras.

3. Direito aos sentidos: 

Toda criança tem o direito de sentir os gostos e os perfumes oferecidos pela natureza.

4. Direito ao diálogo: 

Toda criança tem o direito de falar sem ser interrompida, de ser levada a sério nas suas idéias, de ter explicações para suas dúvidas e de escutar uma fala mansa, sem gritos.

5. Direito ao uso das mãos: 

Toda criança tem o direito de pregar pregos, de cortar e raspar madeira, de lixar, colar, modelar o barro, amarrar barbantes e cordas, de acender o fogo.

6. Direito a um bom início: 

Toda criança tem o direito de comer alimentos sãos desde o nascimento, de beber água limpa e respirar ar puro.

7. Direito à rua: 

Toda criança tem o direito de brincar na rua e na praça e de andar livremente pelos caminhos, sem medo de ser atropelada por motoristas que pensam que as vias lhes pertencem.

8. Direito à natureza selvagem:

Toda criança tem o direito de construir uma cabana nos bosques, de ter um arbusto onde se esconder e árvores nas quais subir.

9. Direito ao silêncio: 

Toda criança tem o direito de escutar o rumor do vento, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas.

10. Direito à poesia: 

Toda criança tem o direito de ver o sol nascer e se pôr e de ver as estrelas e a lua."

                                                 Espero que tenham gostado!!!  Até a próxima!!

Leia Mais ››

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Roda de conversa na Educação Infantil: funções e por que ela é essencial

A dinâmica das rodas como uma atividade permanente e diária na Educação Infantil assume características e finalidades de diversas naturezas, dependendo dos objetivos do professor, tais como: 
  • A roda como um espaço para as conversas informais: 
        Nela ocorre o relato das crianças e do professor sobre situações diferentes ou novidades que vivenciaram. Juntos, eles compartilham e realizam experiências. Isso permite a ampliação do vocabulário dos alunos, bem como do repertório de modelos de explicações e de estratégias de elaboração e organização do pensamento. Nesse sentido, a roda cumpre a função essencial de desenvolvimento da linguagem oral. 
  • A roda como espaço para a apresentação de informações e de instruções: 
        Esse é o momento de o professor informar sobre algum fato ou decisão a respeito do funcionamento da escola, por exemplo, de uma festa que ocorrerá ou o dia de um passeio. Ao mesmo tempo, a roda pode servir para a apresentação das instruções de um jogo e de suas regras. 
  • A roda como espaço para a discussão de regras sociais e resolução de conflitos interpessoais: 
        Ela cumpre uma função social importante na regulação das relações interpessoais na sala de aula. A roda se estabelece como espaço para o diálogo, para o estabelecimento de regras ou dos “combinados” para o convívio entre os próprios alunos, entre eles e o professor e entre toda a comunidade escolar. É um espaço para a discussão, a elaboração de estratégias e a resolução de conflitos que aparecem em diferentes momentos do dia ou de um período escolar. 

  • A roda como espaço para a organização das atividades do dia: 
        Nela são apresentadas as atividades do dia conforme uma organização temporal que permite à criança organizar e situar suas ações no tempo da escola. Pela possibilidade de as crianças exporem intenções, negociarem a distribuição e a ordem das atividades em diferentes grupos e tomarem decisões, a roda assume a função essencial de desenvolvimento da autonomia, da liberdade com responsabilidade. 
  • A roda é um espaço para a construção, ampliação e reconstrução de conhecimentos: 
É nesse momento, por exemplo, que o professor pode convidar os alunos a participarem das “rodas de contagem”. A partir de uma regra ou de um padrão apresentado pelo professor, os alunos são estimulados a realizar diferentes contagens. Nessa abordagem, a roda tem a função básica de promover o desenvolvimento de ideias e conceitos relacionados às áreas de conhecimento. 
  • A roda é um espaço para a investigação: 
        Esse é o momento que a roda tem a finalidade de promover o levantamento de hipóteses, a elaboração de conjecturas, o desenvolvimento da imaginação e da observação, a organização de ações para o estudo de algum tema, habilidades essas fundamentais em um processo de investigação. A apresentação do tema de algum projeto e sua discussão são exemplos de atividades que se enquadram nessa função. 


Fonte: Matemática no dia a dia da Educação Infantil: rodas, cantos, brincadeiras e histórias. Eliane Reame, Anna Claudia Ranieri, Liliane Gomes e Priscila Montenegro. São Paulo: Livraria Saraiva, 2012.
Leia Mais ››

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Como Estrelas na Terra: um filme que todo educador precisa assistir


O filme ‘Como estrelas na terra – toda criança é especial’ conta a história de uma criança que sofre com dislexia e não é compreendida pelos professores e pais.

Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de reprovar novamente. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção.
Inesperadamente, um professor substituto de artes percebe que há algo de errado com Ishaan e ao descobrir que o garoto era disléxico, coloca em prática um plano para resgata-lo. Assim, com uma abordagem inovadora e cheia de carinho, Ishaan Awasthi supera grandes desafios e consegue aprender

Este filme mudou minha visão sobre muita coisa... ele nos obriga a repensarmos o nosso papel enquanto educadores, além de nos dar subsídios para que pensemos infinitamente sobre os problemas e as potencialidades presentes no espaço escolar.

#educacao #educacaoinfantil #educaçãoinfantil #professor #professora #professores #prof #pedagogia #pedagogiaporamor #pedagogiainfantil #pedagoga #vidadeprofessor #filme #comoestrelasnaterra #dicasdefilmes #dicas
 

Leia Mais ››

domingo, 8 de agosto de 2021

Exploração de Texturas com Argila na Educação Infantil: Estimulando os Sentidos e a Criatividade


Faixa etária: 0 a 3 anos.

Conteúdo: Exploração e linguagem plástica.

Introdução:
Assim como a arte e os artistas, as crianças pequenas observam e atuam no mundo com curiosidade, sem os padrões pré-determinados. É fundamental que nas propostas de Arte valorizemos essa atitude investigativa da criança para que descubra o mundo e recrie a sua maneira.

Material necessário:
- Aproximadamente 100 gramas de argila por criança;
- Materiais com textura: chinelo, tênis, pente, tampas, pneu de carrinhos de brinquedos, casca de árvore, tubos plásticos, pedaços de conduit.

Desenvolvimento da atividade:
       Em roda, sentar sobre uma toalha plástica e distribuir uma bola de argila para cada criança, do tamanho aproximado da mão dela. Propor que brinquem fazendo furos, bolinhas, cobras, amassem...
      Mostrar a elas que se apertarem sobre uma superfície crespa, formará textura. Disponibilizar vários materiais, como chinelo, tênis, pente, tampas, pneu de carrinhos de brinquedos, casca de árvore, tubos plásticos, pedaços de conduit...
     Observar com as crianças as texturas (marcas) da argila e dos objetos. Incentivar a exploração, a observação e a troca entre elas. Conversar com elas sobre as descobertas, enquanto investigam. Ao finalizar, propor que façam um furo com o dedo para que depois de seco possa ser pendurado.

Avaliação:
Observe a exploração das crianças, quais as curiosidades que têm em relação à argila e a impressão de textura. Valorize a observação, incentive-as a buscar outras fontes de textura e a explorar as sensações táteis emanadas das superfícies - rugosidade, volume, aspereza...

Quer saber mais?

Bibliografia:
Ceramicando, Jean- Jacques Vidal, 48 págs, Ed. Callis.
Fazer e Pensar Arte, Anna Marie Holm, 161 págs, publicado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Baby- Art, Os primeiros passos com a arte, Anna Marie Holm, 94 págs, publicado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo

Helô Pacheco - Professora da Escola Vera Cruz, formadora do Instituto Avisa lá e do CEDAC.

Fonte: Revista Nova Escola.
Leia Mais ››

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Vitaminas que deixam as crianças mais felizes e saudáveis






Até a próxima!!
Leia Mais ››

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Plano de Aula - Desafios motores


Objetivo
Fortalecer a musculatura.

Desenvolvimento

Preparando o ambiente...

- O piso não deve ser escorregadio, e o ideal é que haja rampas com pouca inclinação para subir e descer engatinhando ou escadas de poucos degraus.

- Espalhe colchonetes se alguma atividade envolver risco de queda.

- Coloque equipamentos que dêem suporte às crianças, como almofadas para as que estão começando a sentar e pufes, caixas de papelão e uma barra para as que querem ficar em pé.
  • Atividade 1
Cada frase que o professor disser será repetida pelas crianças.

"Vamos passear na floresta?"

"Então, vamos!" (caminhar pelo espaço)

"Xiii! Olha lá! Um rio!"

"Vamos passar?"

"Por cima não dá!" (esticar o corpo)

"Por baixo não dá!" (abaixar o corpo)

"Então vamos nadar?" (movimentar os braços)

O jogo prossegue com variações nas propostas de movimentos:

"Xiii! Olhá lá! Uma árvore! Vamos subir?" (movimentar braços e pernas, como se estivesse subindo)

"Uma caverna! Vamos entrar?" (arrastar-se pelo chão ou andar agachado)

Entrando na caverna, o professor diz:

"Xiii! Está tudo escuro!" (fechar os olhos e tocar nos colegas)

"Xiii! Uma cauda comprida... um pêlo macio... um focinho gelado... É uma onça! Vamos correr?" (correr, fazendo o caminho inverso)

"Xii! Uma caverna! Vamos sair? Xii! Uma árvore! Vamos subir? Xii! Um rio! Vamos nadar? Xii! Uma casa! Vamos entrar? Xii! Uma porta! Vamos fechar?" (deitar no chão)

Para concluir:

"Ufa! A onça não pegou ninguém! Ainda bem!" (descansar)
  • Atividade 2
Os desafios corporais podem variar conforme a proposta. Por exemplo, passear no fundo do mar: nesse caso, os movimentos de braços e pernas são feitos com todos deitados no chão. Outras opções são entrar em cavernas, passar por muitas algas, afundar num abismo profundo e fugir de um tubarão. 
  • Atividade 3
Uma outra opção é fazer de conta que está voando: as crianças podem fazer a seqüência de pé, para se locomoverem no espaço. Sugira que elas sejam pássaros, que voem sobre a montanha, pousem numa rocha, mergulhem num abismo e fujam de um gavião.

Avaliação

O importante aqui não é saber quem consegue ou não fazer o que foi proposto ou comparar a agilidade de um e outro. Avalie se o tempo de duração foi adequado, se os pequenos se envolveram e seguiram suas sugestões. Verifique se alguma coisa deverá ser modificada numa próxima vez.

Até a próxima!!!
Leia Mais ››

sábado, 16 de maio de 2020

Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil


 • CONVIVER com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas.

BRINCAR de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), de forma a ampliar e diversificar suas possibilidades de acesso a produções culturais. A participação e as transformações introduzidas pelas crianças nas brincadeiras devem ser valorizadas, tendo em vista o estímulo ao desenvolvimento de seus conhecimentos, sua imaginação, criatividade, experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.

 PARTICIPAR ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando.

EXPLORAR movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.

EXPRESSAR, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens.

 CONHECER-SE e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário.
Fonte: Base Nacional Comum ( página 34)

Leia Mais ››

terça-feira, 5 de maio de 2020

Brincar é importante: vídeo que mostra o valor do brincar na infância


"Soubéssemos nós adultos preservar o brilho e o frescor da brincadeira infantil, teríamos uma humanidade plena de amor e fraternidade. Resta-nos, então, aprender com as crianças"
(Monique Deheinzelin)

O brinquedo e a brincadeira traduzem o mundo para a realidade infantil.
Brincando a criança suaviza o impacto provocado pelo tamanho e pela força dos adultos
 e do mundo que ainda desconhece,
diminuindo assim, seu sentimento de impotência e entendendo a realidade que a rodeia.
Brincando, sua inteligência, sensibilidade, habilidades, a motricidade, a mente e a criatividade estão sendo desenvolvidas, além de aprender a socializar-se com outras crianças e com os adultos.
Cientes da importância do brincar para a criança devemos oferecer inúmeras oportunidades e momentos que possibilitem a ela elaborar o mundo em que estão inseridas.


Fiquem com Deus!!!!!
Leia Mais ››

quarta-feira, 11 de março de 2020

Frases Motivadoras para Pais: Como Incentivar o Desenvolvimento dos Filhos na Parceria com a Escola

Ótimas frases para serem mandadas aos pais para que incentivem seus filhos, ou serem trabalhadas em reuniões de pais e mestres.


“Abrace o seu filho e deseje coisas boas a ele quando estiver de saída para aula”. 

“Fale sempre bem da escola e dos professores, para criar em seu filho uma expectativa positiva em relação aos estudos”. 

“Na volta da aula procure saber como foi o dia dele, o que aprendeu e como se relacionou com todos”. 

“Conheça o professor e converse com ele sobre seu filho, procurando saber seu comportamento e desenvolvimento na escola”. 

“Mantenha uma relação de respeito, carinho e consideração com todos os professores e funcionários da escola”.

 “Crie o hábito de observar os materiais escolares e ajude-o na lição de casa”.

 “Quando o seu filho estiver com problemas, compartilhe-os com a escola sem omitir fatos nem julgar atitudes”.

 “Comente com amigos e parentes os êxitos escolares dele, por menor que seja, para reforçar a auto-estima e autoconfiança”.

“Nada dá tanta alegria e paz aos filhos quanto o amor mútuo entre a família”. “Lembre-se que o lar é, antes de tudo, a escola do caráter, seja um bom exemplo para seu filho”. “Estabeleça em casa uma rotina organizada, com hora para as tarefas escolares, descanso e lazer”.

“Ensine a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dela”. Pv.22.6

“Não deixe que seu filho pense que você não se importa mais com ele. São os pequenos gestos que formarão fortes laços de amizade entre vocês”. 

“Seja consistente em colocar as regras para que seu filho possa compreender que as "normas" são reais e importantes”. 

“Dedique algum momento do dia somente para seu filho. Nem que sejam somente 10 minutos: jogue um jogo, comente um filme, leia uma história...”

 “Peça desculpas se você fez algo injusto ou perdeu o controle. Pais também erram e os filhos têm de aprender isso”. 

“Abrace seu filho várias vezes por dia. Diga que o ama. Ele aprenderá a amar a si mesmo, aos outros e a vida.”

“Respeite a individualidade de seu filho, deixe-o expressar-se, converse com ele, leve seu ponto de vista em consideração e negocie com ele”.

“Participe sempre de reuniões e eventos da escola, assim seu filho vai perceber o quanto você valoriza sua vida escola” 

“Mostrar-se entusiasmados em relação às tarefas do filho. Segundo pesquisas, isso ajuda a fazê-los encarar o dever como uma atividade prazerosa”

“Ajude seu filho nas tarefas de casa, mas não as faça por ele”.

 “Os pais e a escola trabalhando juntos são capazes de oferecer uma educação muito mais coerente, que dá resultado muito mais rápido e positivo”.

“Estimule a educação de seu filho, na medida do possível adquira livros, revistas, jornais...” 

“Permita ao seu filho participar de eventos e passeios na escola, tudo contribui para aprendizagem e socialização”. 

“Lembre-se que como pai (ou mãe), você é a pessoa que mais influencia na educação de seus filhos”. 

“Pais brilhantes também se desesperam, choram, sentem-se culpados, mas jamais desistem dos filhos, pois acham brilhante essa tal história de serem Pais”.

Bjus e fiquem com Deus.
Leia Mais ››

segunda-feira, 9 de março de 2020

Dar Limites Não é Ser Rígido: Entenda o Verdadeiro Papel dos Limites no desenvolvimento da criança


DAR LIMITES É...

-Ensinar que os direitos são iguais para todos.

-Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.

-Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.

-Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário.

-Só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta.

-Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.

-Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).

-Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).

-Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).

-Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.

-Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.

-Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.

-Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente:

Dar exemplo!

Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.

DAR LIMITES NÃO É...

-Bater nos filhos para que eles se comportem.

-Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.

-Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.

-Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.

-Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte".

-Gritar com as crianças para ser atendido.

-Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.

-Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.

-Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança.

-Toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais.

-O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.

-Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum.

Texto extraído livro Limites Sem Trauma (Construindo Cidadãos), de Tânia Zagury.
Fiquem com Deus e até a próxima!!
Leia Mais ››

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Crianças de 2 a 3 anos: desenvolvimento, características e o que trabalhar

 
Nessa fase, a criança está cheia de energia e entusiasmo.
Aprende por meio da exploração do ambiente, curiosidade, imitação e imaginação sem fim. Quanto mais a criança é estimulada a falar,movimentar-se e descobrir, maior será o desenvolvimento do seu cérebro e da coordenação fina dos seus movimentos.
Essas realizações ajudam a criança a se comportar com mais competência e confiança. A criança, nessa fase, já pode engatinhar e andar e se desloca pela casa. Abaixa-se, sem cair, para pegar objetos no chão. Começa a identificar as partes do corpo
e aprende a falar o nome delas.
Ainda se comunica por gestos, abana a cabeça para dizer não, dá adeus, bate palminhas, fala pequenas frases, como "mamá qué bola", "papá qué água".
Atenção:
• A família deve estar perto da criança para que ela se sinta protegida ao aprender a andar;
• A criança aprende a falar com as pessoas que falam com ela, repete o que ouve e, por isso, devemos falar corretamente as palavras;
• A criança já entende o que falam com ela, mas nem sempre obedece. Ela atende quando se interessa por fazer o que foi pedido; e
• Chora e faz pirraça quando é contrariada.
A criança aprende a falar com as pessoas que falam e conversam com ela.

O que a criança gosta de fazer?
• Bater palmas quando está contente.
• Falar pequenas frases.
• Dar adeus para as pessoas.
• Rabiscar e desenhar.
• Virar as páginas dos livros
sem rasgar.
• Montar torres e objetos.

Quer tudo para si e, quando ouve um não, chora e faz pirraça.
Movimenta-se pela casa, engatinha, caminha e gosta de brincar com os objetos e com as pessoas.
A criança precisa conhecer, tocar, mexer, dançar, cantar, ouvir histórias. Essas atividades ajudam no seu aprendizado e desenvolvimento.

Brincadeiras

Brincar é a atividade principal da criança.
Ao brincar, a criança desenvolve a atenção, imitação, memória, movimentação, equilíbrio e imaginação. Também constrói curiosidade, confiança e auto-estima.
A família precisa organizar o ambiente, oferecer livros, objetos e brinquedos.
 Criar situações para a criança olhar, brincar de correr, pular, saltar, empurrar ou puxar objetos, sozinha e também com outras crianças. A criança acha que é o centro do mundo e tem dificuldade de compartilhar. As crianças podem também brincar nas creches com as educadoras. Nessa idade, a criança usa e explora os objetos da casa. Ela quer fazer as coisas sozinha, inclusive o que não pode fazer, como subir e descer de locais perigosos, colocar o dedo em tomadas elétricas, colocar na boca o que encontra pela casa, colocar sacos plásticos na cabeça.

Cuidado:

• A família precisa acompanhar o que a criança está fazendo e ensinar, com firmeza e sem violência, o que ela pode e o que não pode fazer.


Brincar é a atividade principal da vida da criança.


Do que a criança gosta de brincar?
De "esconde-esconde", cantar,dançar, bater palma, rolar no chão,imitar as pessoas.
Com caixas vazias de tamanhos variados, embalagens vazias e limpas, transformadas em brinquedos.
Gosta de ouvir várias vezes as mesmas histórias.

Cuidado:• Sacos plásticos podem causar sufocamento, por isso, não devem
ser dados para a criança brincar. Criança precisa brincar sozinha e com outras crianças.

Brincando, elas aprendem e se desenvolvem.


Fiquem com Deus e até a próxima!!!!!!
Leia Mais ››